Quarenta minutos do mais puro Arnold metal! Assim é Total Brutal, estréia do demolidor Austrian Death Machine. O nome é auto-explicativo, mas vamos lá... segundo o site oficial, a intenção é "fazer uma homenagem aos grandes filmes de Arnold Schwarzenegger". Trata-se de uma piração solo de Tim Lambesis, frontman do californiano As I Lay Dying, que acabou saindo melhor que a encomenda.
Diferente do metalcore da sua banda principal, o som aqui é total thrash metal old school, com aquela indefectível pegada oitentista, cheio de riffs, refrões grudentos e BPM's insanos. Coisa fina mesmo, pra fã de Exodus nenhum botar defeito. E sendo uma one man band, impressiona a fúria e a versatilidade de Lambesis, que manda bem tanto na guitarra quanto no baixo e na batera.
Na verdade, ele toca como se fosse o próprio Arnold trucidando algum inimigo em plenos anos oitenta!
Total Brutal foi lançado no ano passado, seguido do EP "natalino" A Very Brutal Christmas. Todas as faixas são destruidoras e as vinhetas protagonizadas pelo personagem "Ahhhnold" (Chad Ackerman, vocalista do Destroy The Runner) são hilárias. Já ouvi imitadores do Schwarza melhores, mas a tosqueira com o sotaque acaba conspirando a favor - em particular na intro "Hello California", onde o Governator avisa que vai abrir uma academia de musculação em cada cidade do estado.
As letras e os títulos das músicas são repletas das tags clássicas do Schwarza. Porradas como "I am a Cybernetic Organism, Living Tissue Over (Metal) Endoskeleton", "Come with me If you Want to Live", "You Have Just Been Erased", "Screw You (Benny)", "Who is Your Daddy and What Does He Do", "If it Bleeds, We Can Kill it" e a sensacional "Get to the Choppa" são um verdadeiro tributo à máquina de matar austríaca.
Confesso que fiquei meio preocupado quando reconheci todas elas com absurda facilidade. Lembrei que na minha adolescência tive pouco de Bergman, Truffaut, Buñuel, Antonioni... mas quer saber?