Um apagão geral anula todas as formas de tecnologia e cria um mundo pós-apocalíptico (mais um) dominado por violentas milícias e disputas feudais. A premissa de
Revolution, a nova série da
NBC, não é exatamente nova, mas costuma render possibilidades interessantes. Basta lembrar do bom thriller
Efeito Dominó, com a Elisabeth Shue, e suas sequências arrepiantes de tensão humana. Ou, mais implicitamente, do denso
A Estrada, com Viggo Mortensen. Isso sem contar no conceito em si, impensável para os dias atuais, tão dependentes tecnológicos que estamos.
Revolution estreia em
17 de setembro e vem trazendo credenciais de primeira. É criação de
Eric Kripke, que manteve
Sobrenatural em boas (des)graças enquanto foi o showrunner, a produção é da inseparável dupla
Bryan Burk/
J.J. Abrams (tomara que os malditos
flares tenham sido apagados também) e o episódio piloto será comandado por
Jon Favreau.
Apesar disso, acho que não será dessa vez que veremos a miséria humana nivelada em escala global. Pelo menos é a impressão que tive a partir desta prévia. Começa muito bem, intrigante, algo desesperador, mas logo emenda num elenco de protagonistas jovens & inquietos com sorrisos de comercial de pasta de dentes. Sim, lembrei a toda hora daquela bagaceira criada por Stephenie Meyer e isso é um péssimo sinal.
Mas verei em respeito aos envolvidos no comando do espetáculo e à boa intro revelada na prévia. E também em nome de uma certa sincronicidade. Afinal, segundo
Fuga de Los Angeles será em 2013 que o bom e velho
Snake Plissken puxará a tomada do mundo.
"Welcome to the human race..."