sábado, 3 de abril de 2010

"Derrubem quantos puderem"


Uma catarse com som & fúria e alguma classe no meio. Assim foi o 14º episódio da oitava temporada de 24 Horas. Mais adrenalizada do que nunca, a série sintetizou nesta hora boa parte de suas melhores características. Teve de tudo: um presidente americano sendo pressionado, a conspiração subsequente, ação frenética, agentes heróicos sacrificando suas vidas em campo, Jack Bauer no modo DefCon 1 e a eterna corrida contra o relógio. Tudo cimentado com uma argamassa de tensão dura como um murro na cara. Um autêntico must see.

Destaques: a sufocante cena no gabinete do secretário Ethan Kanin (Bob Gunton, que ator!) e o modo como ela se interliga à sequência espetacular da emboscada no túnel. Timing perfeito em todos os ângulos.

O único senão nesta reta final é que cada episódio outstanding como esse inevitavelmente me lembra que a série está com os dias, ou melhor, as horas contadas. Surreal ver os envolvidos já ensaiando os agradecimentos finais. Essa ficha vai ser ruim de cair.

Momentos que ficarão


Cena de bizarrice extrema em Marvel Zombies 3 #4. E olha que a tradução brazuca ficou melhor que o termo original ("Vambie").

Será que a Bella encarava?

terça-feira, 23 de março de 2010

CPI da CTU


Spoilers de 24 s08

Nem terroristas, nem intel, nem tecnologia: o maior problema da CTU sempre foi a improbidade administrativa. É assim desde a primeira temporada, naquele fatídico ano de 2001. Mesmo agora, nessa nova encarnação da agência, o problema persiste. Impressionante como não inventaram ainda um modo de escanear até o último neurônio de seus empregados. Após o caminhão desgovernado chamado Nina Myers, isso deveria ser obrigatório pra quem prestasse concurso para atuar lá. No 13º episódio da oitava temporada, mais um ciclo de traição e jogo duplo se inicia, o que já virou até tradição na série - junto com outras convenções que também deram as caras ontem à noite.

A primeira delas: o agente Owen. Quem é veterano de 24 sabe que ele pertencia ao vasto núcleo perecível da série. Mas até que tive alguma esperança em relação ao garoto. Seria curioso vê-lo vivo no último episódio, superando as expectativas e sobrevivendo após um dia inteiro na companhia de Jack Bauer. Conseguiu aguentar algumas horas. Considerando tudo, nada mal para um novato.

E até agora, nada de destravarem o chefão escondido da temporada. Apenas subchefes encabeçados pelo terrorista Samir Mehran. Que fez história na série, num senhor 12º episódio: nukeou a CTU com um P.E.M. - como ninguém pensou nisso antes? E também corrompeu seu staff interno com um agente infiltrado.

Dana Walsh/Jenny Scott até semana passada era uma analista sênior talentosa com um passado problemático. A traição em si não foi exatamente uma surpresa. Surpresa maior foi ter vindo dela, sempre com uma postura passiva ao extremo diante dos contratempos - particularmente nos últimos episódios, com um sabujo sociopata em seu encalço (o oficial de condicional Bill Prady). Dessa vez, a loira resolveu no braço. E ainda deve armar para a minha querida Chloe mais pra frente.

Já disse e repito, não trabalharia na CTU nem se me pagassem em euro. Hmm... meio-expediente, talvez.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Conan + Thundarr x Groo = Korgoth of Barbaria!


22 minutos de sangue, vísceras, dinossauros, magia negra, heavy metal, cerveja (ou seria hidromel?) e sexo selvagem com garotas ardendo de desejo. Isso é Korgoth of Barbaria, um verdadeiro tratado sobre o macho way of life!

Pra assistir com uma Red Ale numa mão e uma clava na outra.




Korgoth of Barbaria é cria de Aaron Springer e Genndy Tartakovsky, que dispensam apresentações. Foi produzido para o [adult swim] em 2006. O piloto teve uma ótima recepção e arrebatou uma legião de fãs que fizeram petições por uma série regular - apesar disso, acabou na gaveta das grandes séries animadas jamais feitas.

Que Crom os esmague, os faça correr e ouça os lamentos de suas esposas!

Rip (avi, 175 mb): Parte 1 - Parte 2

domingo, 7 de março de 2010

Smilla's Sense of Whiteout


Terror na Antártida não tem nada a ver com a HQ em que foi baseada, mas ao menos sabemos disso logo no início do filme. Após a sequência inicial que altera simplesmente o MacGuffin da trama, a espetacular Kate Beckinsale protagoniza uma cena fabulosa que desvirtua de vez qualquer relação com o material original. Não que eu esteja reclamando. É só um filme e a Kate seminua vale o fracasso de um, mas foi tão gratuito que parecia de alguma pornochanchada produzida na Boca do Lixo durante os anos oitenta. Mesmo sem ser uma tragédia total, a coisa fica bem aquém das possibilidades.

Em contrapartida, a HQ Whiteout: Morte no Gelo, desenhada por Steve Lieber e escrita por um Greg Rucka recém-iniciado no mundo dos comics, é um eficiente thriller policial radicado no inóspito Pólo Sul. O estilo marcante de Lieber e o punch descritivo de Rucka tornam a leitura instigante e um passatempo altamente recomendável. O típico caso prefira-o-original.

A questão ficaria por isso mesmo na minha cabeça, não fosse a similaridade incrível da protagonista Carrie Stetko com Smilla Jasperson, protagonista do filme Mistério na Neve (Smilla's Sense of Snow, 1997). Interpretada pela igualmente espetacular Julia Ormond, que é muito parecida fisicamente com a Stetko, Smilla também era durona, batia de frente com autoridades superiores e investigava uma morte misteriosa possivelmente ligada a uma conspiração. No Pólo Norte.

Com premissas e desenvolvimentos bastante próximos e o fato de Smilla's também ser uma adaptação (do livro de Peter Høeg), esse acaba lembrando um daqueles casos bizarros de ressonância mórfica. Só que entre personagens fictícios, o que é mais bizarro ainda.

Vale a conferida, seja pela semelhança entre os plots, pelo elenco de luxo e, principalmente, pela Julia/Smilla/Stetko. Fora que a abertura - embasbacante - é das mais intrigantes que já vi. Difícil não querer assistir até o final para saber qual é a relação possível existente ali.



Próxima sessão com assassinatos em ambientes subzero: O Enigma de Outro Mundo!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Antes do amanhecer


Daybreakers (2010) é um tremendo arrojo na filmografia dos irmãos Michael e Peter Spierig. Elenco bacana, orçamento decente (US$ 20 milhões), Lionsgate garantindo os holofotes, enfim, o tratamento classe A que costuma ser um divisor de águas para certas carreiras. Bem diferente de seu longa anterior, o cult trash Canibais (Undead, 2003), um carnival bizarre que misturava meteoritos, zumbis e abduções alienígenas no mesmo pacotão B. As estilosas cenas de ação e o gore transbordante destoavam da narrativa irregular e fora de foco, típica de iniciante splatter, mas rendeu uma bem-vinda moralzinha underground.

E agora, finalmente, eles chegam ao seu primeiro filme "sério". Coincidência ou não, a trajetória dos Spierig Bros. até aqui está bem parecida com o background de gente como Sam Raimi e Peter Jackson. A Academia é o limite!

Outro ponto extra-arte a favor dos manos australianos: o timing. Especialmente em tempos de Crepúsculo e True Blood - ambos destroçados a furiosas mandibuladas pelo astro da produção, Ethan Hawke. E, de fato, o filme é uma opção redentora pra quem já não suporta mais o mela-calcinha em que se transformou o filão dos vampiros.

Aliás, já ouviu falar na "Regra Hawke"? A que reza que ele nunca participou de um filme ruim? Me lembre de passar amanhã em algum cartório de registros e patentes.


A premissa é esperta e consegue evitar o lugar-comum. Em 2019, uma pandemia transformou a maioria dos seres humanos em vampiros. Com isso, a sociedade foi totalmente reorganizada e adaptada às suas novas necessidades, mas não consegue evitar o pior (e o mais óbvio): a escassez de sangue humano. Para contornar a crise, uma gigante farmacêutica tenta sintetizar sangue em laboratório, além de manter um estoque de humanos capturados, Matrix style. Ao mesmo tempo, promove a caça de um grupo de resistência formado pela minoria não-infectada.

A dinâmica do filme é dividida entre personagens-chave e o turbulento contexto social daquele universo - o que representa seu melhor aspecto e acaba sendo explorado menos do que merecia. Com o sangue humano virando artigo de luxo e os sucessivos (e explosivos) fracassos em sintetizá-lo, o clima nas ruas vai ficando cada vez mais desesperador.

Vampiros menos favorecidos são os primeiros a enlouquecer, passando a devorar outros vampiros e originando assim uma subespécie monstruosa e marginalizada. Uma boa sacada foi mostrar os primeiros sinais da mutação aparecendo à medida que a privação de sangue vai se estendendo. É só uma questão de tempo até a crise chegar aos altos escalões. Metáfora social simplista, mas relevante e, definitivamente, uma bela evolução dos Spierig Bros. enquanto roteiristas.

Falar em "química" aqui é até redundante, tendo em vista os nomes do elenco. Hawke está muito bem como o chefe hematologista simpático aos humanos e o sempre competente Sam Neill está melhor ainda como o líder da megacorporação vamp-fascista. Já Willem Dafoe é quem parece mais à vontade, no papel mais livre e caricato do filme: um ex-vampiro (!) estradeiro fissurado em Elvis.

No elenco de apoio, destaques para a ótima Claudia Karvan como a rebelde Audrey e para a linda Isabel Lucas (de Transformers 2), surpreendendo como a filha do personagem de Neill. Sua entrega é tal que chega a roubar a cena do veterano ator.


Mesmo com todo o refinamento conceitual, a mão dos Spierig continua pesadona quando o assunto é podreira e sanguinolência. Estão mais contidos aqui, mas extravasam generosamente em situações pontuais ao longo do filme. Uma das cenas do clímax é um espetacular esquartejamento em bando (do tipo que os zumbis de George A. Romero faziam nos anos 70), filmado num elevador com a câmera em ângulo invertido num efeito nauseante. Decapitações e eviscerações também são reproduzidas com grafismo ímpar.

O visual das subespécies impressiona. As criaturas são uma involução bestial dos vampiros, a meio passo de morcegos antropomorfizados e lembrando vagamente os Rippers, de Blade 2, até pelo fato de se abrigarem nos esgotos. Méritos do designer e supervisor de efeitos Steven Boyle, que já havia feito um bom trabalho na adaptação de 30 Dias de Noite.

A fotografia em tons cinzentos e azulados mantêm uma atmosfera sufocante e opressiva em sincronia com a abordagem dos diretores. Embora utilizem com frequência os recursos tradicionais do gênero terror, os Spierig construíram em essência um sci-fi da velha escola. Em diversos momentos, o filme lembra um Gattaca com vampiros, sensação em parte reforçada pela presença de Hawke, em parte pela distância e cadência entre os personagens.

Numa proposta cheia de inovações, como a cura bastante plausível para o vampirismo, e uma cinematografia que beira o genial, é de se estranhar que Daybreakers derrape feio na última curva. Entre a missão de deixar um final em aberto e tentar amarrar a trama inteira com um banho de sangue generalizado, a perda foi apenas parcial - mas tirou dos Spierig a chance clara que tinham de reinventarem a roda e a moda.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Friend leprechaun


O orçamento era de 900 mil dólares, a direção, Ed Woodiana, o roteiro, não tinha, e a produção fazia Roger Corman parecer James Cameron. Mesmo assim, por algum desses mistérios vindos do lado negro da Lua, O Duende (Leprechaun, 1993) faturou 8 milhões e meio só nas bilheterias americanas. Um sucesso comercial que aplicou um cuecão nas críticas e puxou um bonde de cinco continuações, uma mais caótica que a outra. Quer dizer... são até divertidas se você comprar a tosqueira Z assumida.

Mas o primeiro filme trazia algo que não havia em nenhuma das sequências: Jennifer Aniston, em seu debut cinematográfico. Era um pote de ouro no início do arco-íris. Jen fazia o papel da jovenzinha sexy com personalidade, arquétipo obrigatório nos slashers oitentistas. Acredite, vê-la caçando o duende com uma doze é algo pra vida toda.

Não por acaso, ela ganhou o título de scream queen mais gostosa do cinema - o que pode soar até meio exagerado, ainda que compreensível. No ano seguinte, ela embarcou em Friends, virou namoradinha da América e desencadeou o mundo como o conhecemos hoje. No vácuo, até capa original do filme ganhou um upgrade malandro para o lançamento em DVD.

O curioso é que ela raramente comenta sobre seu passado fincado nas raízes trash. E nenhum jornalista jamais teve a ousadia e a presença de espírito de cutucar a bela. Pelo menos até há pouco tempo. Durante uma entrevista para o Herald, enquanto promovia Marley & Eu na Irlanda (ó, a ironia!), o repórter Paul Byrne aproveitou o clima de descontração e tocou na questão espinhuda. Sem muita sutileza, eu diria.

Jen levou na esportiva, enfrentou seus duendes interiores e até que se saiu bem (auxiliada pelo colega Owen Wilson), mas confirmou a velha suspeita... ela realmente morre de vergonha de ter feito o filme.




Por que será, hein?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Eddie Van Halen é um zumbi


Em pleno levante zumbi, desmortos varrem os centros urbanos numa carnificina generalizada, devorando pessoas nos mais diversos lugares e situações. Desde as ruas, comércios e oficinas às cerimônias de casamento, puteiros e até durante uma despreocupada e prosaica cagada. É a queda da civilização promovida à dentadas e eviscerações, turbinada por uma montagem warp ao som da apocalíptica "For Whom the Bell Tolls", clássico do Metallica de tempos idos. Por tudo isso e mais um pouco, o comecinho de Zumbilândia é uma covardia só.

Difícil não sair daí achando que se está prestes a ver o filme mais divertido do ano passado. E olha que a impressão nos acompanha por quase todos os noventa (oitenta, na verdade) minutos regulamentares. Quase.

Num esquema de comédia on the road-zumbi, o filme demonstra pouca vocação satírica ou referencial, como foi o caso de Shaun of the Dead. Pelo contrário, traz até algumas novidades modernosas para o gênero, sem fazer feio. A produção modesta de quase 24 pila parece gerenciada por feras em engenharia financeira: cidades destruídas, rodovias abarrotadas de carros abandonados, um tanque e até um airbus atravessado na pista soam bastante convincentes. Clima de desolação total.

E antes mesmo que você possa dizer "é aí que eu quero passar as minhas férias", o núcleo de protagonistas se forma e mostra que as boas impressões ainda não acabaram. É o que o filme tem de mais bacana.


A começar por Tallahassee. É o melhor personagem de Woody Harrelson desde, o que, Mickey Knox? Foi bem mais que a simples diversão estampada em sua fuça durante o filme inteiro - o cara está tão confortável no papel que não duvido que ele tenha realmente levado trabalho pra casa a certa altura. Eles nasceram um pro outro. Sem seguir quaisquer regras e vivendo para "aproveitar as pequenas coisas", Tallahassee e suas convicções joselitas vão de encontro ao travadão Columbus. Com baixa auto-estima, solitário, ex-viciado em World of Warcraft, exalando virgindade por todos os poros e completamente noiado, Columbus é nerd-by-nature.

Tudo bem que Jesse Eisenberg só pode ser distinguido de Michael Cera através de um exame de DNA, mas ele defende com orgulho as cores da camisa. Mesmo não sendo durão como Tallahassee, sobreviveu à barbárie graças à sua nerd-o-rama sem fim e isso inclui seu singular manual de regras para se dar bem na Zumbilândia - uma lista cujos tópicos saltam à tela como power-ups de videogame (recurso visualmente bacana, mas não original: Feast já tinha feito isso e melhor). Nada mais prático se for jogar na defensiva numa situação dessas. Confesso que algumas regras eu já havia testado (com sucesso) em sessõezinhas paranóicas de Outbreak.

Fechando o combo, estão as irmãs Wichita e Little Rock, acostumadas a sobreviver antes mesmo do holocausto. Little Rock é a Abigail Breslin, a gurizinha-simpatia de Little Miss Sunshine. Wichita...


...é a fabulosa Emma Stone, com tudo que isso tem de bom. Se Zumbilânda já foi chamado de Superbad dos mortos-vivos, em grande parte, é pela presença dela. E também por sua personagem ser, mais uma vez, uma alma caridosa para os nerds dos filmes em questão.

Nessa aí, tanto o magrelo Columbus quanto o gorducho do outro filme saíram muito no lucro.

Zumbilândia também traz um 5º elemento numa participação rápida, mas especialíssima. E impagável. Pode parecer exagero, mas se o filme todo se resumisse às cenas com o "B.M.", já valeria o ingresso.


Em termos de propaganda, Zumbilândia foi, sem trocadilhos, matador. Desde 2004, com Madrugada dos Mortos, o gênero não chamava tanta atenção, principalmente dos não-aficcionados. E deu muito certo: já é o filme de zumbis mais bem-sucedido da história. Conspira pra isso a linguagem moderna e urgente do diretor Ruben Fleischer, que tem aquele fôlego típico de clipeiro estreante, mas bem direcionado e sem rompantes nonsense. Contudo, foi nas concessões do roteiro de Paul Wernick e Rhett Reese que o filme garantiu a sua vendabilidade - e tudo de pior que isso agrega.

Ao mesmo tempo em que cria momentos geniais (como a ambiguidade tragicômica com que o passado de Tallahassee é tratado e o uso de nomes de cidades pelos personagens para evitar envolvimentos pessoais), a dupla não se furta em rebaixar o gênero a mero coadjuvante. Por mais irônico que seja, boa parte de Zumbilândia se limita apenas à estética zombie. A partir de determinado momento, as criaturas simplesmente evaporam do filme.

Não há restos de cadáveres pelas ruas; as cidades e estradas estão praticamente vazias quando deveriam ser os lugares mais perigosos para se transitar; a escassez de alimentos (ou a preocupação com) é inexistente, mesmo após dois meses de apocalipse zumbi; não há critério aparente para matar um zumbi, já que aqui eles são mortos a bala mesmo que não acerte na cabeça; as cenas gore do festejado red-band trailer são as únicas de fato, o que me faz entender melhor essa tática espertalhona (espero que não seja o caso do vindouro Kick-Ass). Bobagens passáveis, mas que incomodam.

Só que o roteiro se superou e quase pôs tudo a perder com o "grande plano" de Wichita e Little Rock. Não foi só uma afronta à inteligência que elas demonstraram o filme inteiro, mas à do espectador, principalmente. A sensação de "mas é só isso?" na cena final é inacreditável. A competente direção de Ruben Fleischer e os cativantes personagens certamente mereciam mais.

O saldo final é o que parece: entre mortos e mortos-vivos, Zumbilândia é o filme imbecil mais legal que vi nos últimos tempos. Se é que você me entende.

Ps: o finalzinho pós-créditos está no YouTube, explicações nos comments. Vale a pena.