domingo, 20 de junho de 2004

CAPITALISMO SELVAGEM ORGULHOSAMENTE APRESENTA:

X-BRAHMA vs SUPER SCHIN


O superfilme deve ser a primeira produção de Hollywood a oferecer um espetáculo antes mesmo de se tornar realidade. Desde 1994 que rumores fortes dão conta de um novo filme do Clark. Não me espantaria se um dia fizessem um filme baseado só nessas idas e vindas. Após mais um longo "arco" dessa novela chamada "Pré-Produção do Filme do Superman" (o envolvimento do roteirista J.J.Abrams e do diretor McG – a entidade maléfica JJG), mais uma saga se iniciou essa semana.

''Como todos já sabem, Bryan Singer agora é o novo técnico do Flamen... digo, o novo diretor do superfime. E a regra é clara®: entrou novo diretor, a estrutura inteira muda. Como se houvesse um upgrade na Matrix. Tim Burton, por exemplo, logo que chegou para comandar a superprodução, não se furtou em limpar o traseiro com o roteiro do Kevin Smith.

Aliás, cabe aí uma análise comparativa-precognitiva entre a fase Burton e a nova administração Singer.

''Burton sempre foi considerado o homem de Hollywood para assuntos dark. Ou seja, apesar de sua inegável veia bizarra e autoral, ele sempre conseguiu vender bem o seu peixe. Era um diretor que, com uma ou outra exceção (o excelente O Estranho Mundo de Jack), sempre foi querido na tesouraria dos estúdios. E na época de sua escalação para o superfilme, ele estava particularmente bem cotado, pois estava sendo planejada uma volta sua em grande estilo, após o fracasso de Marte Ataca! (de 96). Não aconteceu, pois houveram discordâncias entre ele e a távola quadrada da Warner, a respeito da nova concepção do Clark. Seu "grande retorno" acabou sendo adiado para 99, com o filme A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (muito sugestivo).

Flagrantemente, nota-se que a classe executiva falou mais alto aí, e não foi com um vagabundo qualquer não. Esse é um obstáculo claro que Singer terá de transpor. Se antes havia "pouca gente" pra ajudar (no 1º X-Men), agora tem "gente demais", e "gente demais" sempre atrapalha. É como dia de faxina no Asilo Arkham: um verdadeiro inferno.

Afirmo isso baseado nos precedentes abertos pela própria Warner na pré-produção do Super. E foi uma lista imensa... Caíram: Kevin Smith, Tim Burton, Nicolas Cage, Wesley Strick, Jack Nicholson (!), Tim Allen (!!), Courteney Cox, Sandra Bullock, Linda Fiorentino, Kevin Spacey, Chris Rock, Dan Gilroy, Martin Campbell, Michael Bay, Simon West, Bill Wisher, Paul Attanasio, John Cusack (!), David Duchovny (!!), Brett Ratner, Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Catherine Zeta-Jones, Brendan Fraser (!), Anthony Hopkins, Josh Hartnett, Tom Welling, Ashton Kutcher, Matthew Bomer, Paul Walker, Natalie Portman (!), Ben Savage, Selma Blair, Martin Henderson, Beyoncé Knowles (!!), Johnny Depp, Shia LaBeouf, J.J.Abrams, McG e Bryan Sin… ooopa, esse ainda não...

Todos eles foram, durante algum tempo, os roteiristas, diretores, Clarks, Loises (...!), Jimmies, Jor-Els e Lexes oficiais do superfilme, e chegaram a negociar com os executivos da Time Warner (imagino um almoço em algum restaurante de Beverly Hills, com direito à copeira dando mole) – alguns chegaram mesmo a assinar seu nome de batismo nas linhas pontilhadas. Nem vou me referir às zilhares de equipes de produção, aos técnicos, às licitações de firmas terceirizadas, e nem aos Clarks que nunca negaram sua origem boateira (Denzel Whashington, Jim Caviezel, e muitos etcs).

E também vamos fazer de conta que nunca houve um projeto de filme-crossover com o Clark e o Bruce, com direção de Wolfgang Petersen, e que chegou às vias de pré-produção, só para ser cancelado logo depois.

O superfilme só encontra paralelo em sua enrolação com o "novo" disco do Guns N'Roses (que soltou até um Best Of pra bancar a estadia de Axl no estúdio).

Bryan Singer ainda tem de lidar com o "fator Zeca Pagodinho" que lhe acometeu. O Taz realmente chutou o traseiro do Wolverine, ou ainda dá pra conciliar os dois? Conseguirá o diretor resistir às investidas mortais de impiedoso Warner Executioner? Ainda é cedo pra afirmar. Vamos esperar pelo próximo capítulo da supernovela.

Eu desejaria boa sorte para o Singer, mas, pensando bem, acho mesmo que ele está é morrendo de rir.




QUANDO ÉRAMOS REIS


Aproveitando o encontro desses dois furacões (e não estou me referindo às duas frentes frias que estão me congelando nesse exato momento), aqui vai uma revelação: a melhor revista que eu já li na vida chama-se Super-Homem contra O Incrível Homem-Aranha – A Batalha do Século. É isso aí. Perdoe-me quem achava que era O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, A Liga Extraordinária, V de Vingança, Sin City, O Reino do Amanhã, Marvels, ou alguma HQ obscura dos anos 40 que só eu conhecia.

Ali, na inocência e no maniqueísmo do universo pré-Crise e pré-Guerras Secretas, foi forjada a história em quadrinhos perfeita - o que não é sinônimo de "clássico". Clássico tem a natureza (e a pretensão) de ser "único", a obra máxima da visão particular de um autor num determinado momento. HQs perfeitas retratam o espírito de uma geração inteira da Nona Arte, e foram concebidas outras vezes em momentos diversos, em histórias de Astérix, O Príncipe Valente, Conan, Homem-Aranha (notadamente em O Menino Que Colecionava Homem-Aranha), Dick Tracy, Fantasma, e por aí vai. São histórias simplistas e carregadas de arquétipos que, por essa característica, acabam exercendo uma forte empatia com o leitor. Isso é um conceito situado anos-luz das HQs pós-Image e pós-Jim Lee.

SH vs SM já é bem velhinho (foi lançada em 1976 e editada no Brasil em 1980, pela EBAL), mas ainda hoje mantém o mesmo vigor narrativo. Pra quem ainda não entendeu o porquê dessa minha admiração toda, talvez o fato de que essa foi a minha revista explique alguma coisa. Aprendi a ler com quatro anos, através da Incrível Hulk #4 (inadvertidamente, um golpe de mestre da minha mãe), e ganhei essa revista pouco depois. Por algum milagre do destino, ela resistiu às agruras de ser um objeto pertencente à um moleque atentado e destruidor (eu). Lembro que ainda a tive até uns 10 anos, depois disso, só Uatu pra responder. De um modo ou de outro, fez parte da minha vida. Mesmo que fosse uma HQ ruim (e não é mesmo), me marcaria. Quando viro as suas páginas hoje, eu vejo muito mais do que letras, desenhos e cores. Vejo trechos da minha vida na época, como se a revista fosse uma câmera ligada permanentemente, apontada pra mim. Eu viajo, literalmente.


Essa cena hoje seria encarada como "anti-americana"

Aliás, é engraçado ver determinadas cenas hoje. Logo de cara, um robô gigantesco atravessa vários edifícios de Metrópolis. Impensável nesses dias marcados pelo 11/9. Se fosse uma HQ do Mark Millar, p.ex., a história faria questão de explicitar que 13 bilhões de pessoas morreram soterradas nos escombros. Outra coisa interessante é o "contra" presente no título, claramente uma estratrégia de marketing (na época, eu era moleque e não tava nem aê, achei que era porrada pra valer...). A seqüência da "luta" é impagável... a conclusão da mesma então...


O Aranha aproveitando seus 15 segundos de supremacia...

Os desenhos, de Ross Andru, são primorosos e anatomicamente perfeitos (nada de bíceps maiores que a cabeça por aqui). Chegam a fazer bem pra vista, de tão bons. Já Gerry Conway conferiu um clima altamente bem-humorado no roteiro, que aliás retrata muito bem a personalidade de cada personagem. Os encontros e diálogos entre figuras clássicas como Lois Lane (na época, Miriam), Mary Jane, J.J.Jameson, Peter e Clark são de chorar de tão bem-sacados. Acertadamente, o Super e o Cabeça de Teia convivem em um mesmo universo (graças à Deus – eu simplesmente odeio esse negócio de "universos paralelos" nas HQs), e nota-se que não existem tantas diferenças assim, afinal.


Lex Luthor e Doc Ock são os vilões da vez

Atualmente, o potencial de um bom crossover não existe mais, perdeu-se entre uma capa do Rob Liefeld e uma história do Todd McFarlane. Foi-se o tempo em que um encontro entre dois personagens de diferentes editoras tinha aquele elemento mágico, quase irreal. Hoje, todo mundo se encontra com todo mundo, caem na porrada, arrancam litros de sangue um do outro, fazem poses de alterofilista em pleno campeonato, mas e daí? Não emociona, não causa admiração, não nos deixa cúmplices daquela aventura. Talvez seja até melhor assim, afinal, fanboy você sabe... é um bicho ciumento. Vamos deixar os moleques pensarem que a nova saga dos W.I.L.D.Cats ou da Witchblade vai ser o máximo...


Clark e Peter ainda se encontrariam anos depois, em uma boa aventura contra o Parasita e o Dr. Destino, mas o charme nem se compara ao do 1º.

Scans By: Veio de Krypton, numa nave que caiu no quintal do desenvolvedor do DC++.
Tradução: Tradução...? - Não tive coragem de mexer nessa pérola irretocável, mesmo porquê, o texto original em inglês é tão simples que parece transparente. Mais fácil de se entender do que se fosse português.

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sábado, 19 de junho de 2004

O CAVALEIRO HOLLYWOODIANO DAS TREVAS


A nova incursão cinematográfica do Bruce merece um crédito extra, ainda que por mera consternação. Nunca algo que era pra ser tão certo deu tão errado quanto o seu último filme. É triste constatar que os melhores momentos live-action do Morcego nos últimos 10 anos foram o cool Dead End e o total sem-noção Feira da Fruta...

Mesmo fãs não-iniciados nos becos de Gotham deveriam apoiar o novo filme do Chris Nolan. Seria o mesmo crédito que todos deram para o 1º filme dos X-Men (à base de muita má-vontade, diga-se). O que aconteceu então? Um diretor inexperiente em técnicas de ação (Bryan Singer), evitando sabiamente o colante amarelo do Wolverine, tendo que se virar com um orçamento quase brasileiro, e se concentrando basicamente na essência da mitologia mutante. Deu muito certo. O mesmo se pode esperar de Nolan, com a vantagem que a tesouraria da Warner está sendo bem mais generosa que a da Fox.

Só pra garantir o marco inicial, frisemos a primeira vitória: Christian Bale no manto do Cavaleiro das Trevas. Bale é um dos dois homens de Hollywood para assuntos relacionados ao Lado Negro da Humanidade (o "outro" é Edward Norton - a própria encarnação do Mal).

Bale começou cedo. A primeira vez que o vi foi em O Império do Sol, de Spielberg, ainda moleque, e justificando a fama de SS como um descobridor de talentos nato (Juliane Moore que o diga... quem reparou nela em O Fugitivo?).


Só fui ter notícias dele de novo no surpreendente Psicopata Americano (assista urgente!), já devidamente caracterizado como o anjo caído da 7ª Arte.

Talvez Bale não seja "tão mau" quanto o, hoje mal-aproveitado, Ed Norton, mas a compensação vem na forma do shape. Sua aparência é bastante socializável (ao contrário do Norton), o que é uma característica inata de Bruce. Sem esquecer que o verdadeiro Bruce, doentio e obsessivo, se revela apenas quando ele está sob o manto do Morcego.

Dica para conferir a competência do rapaz: a cena, em Psicopata Americano, em que ele descreve, por telefone, suas atrocidades assassinas para o seu analista.

Outra coisa: Morgan Freeman, Liam Neeson, Gary Oldman, Michael Caine, Katie Holmes, Cillian Murphy e Rutger Hauer... Não, não é uma reunião de ex-estudantes do British Actors. É o elenco de Batman Begins. Daí, ou sai um Quebra de Sigilo ou um Armageddon (Deus me livre e guarde).

E quanto às sofridas novas imagens do batmóvel, alguém conseguiu pular a faixa de segurança daquela exposição de licenciamento, em New York. Chega de se cadastrar no London Features International à toa. ;D






Ah, sim... e aquele projeto para um longa do Steve Rogers? Onde foi que parou mesmo? No boato da contratação de Brad Pitt, em julho do ano passado?

:D

quinta-feira, 17 de junho de 2004

"HULK É MAIS FORTE QUE TODOS!!"

(Hulk)


É vero. O Hulk é o mais forte sim. Aliás uma das poucas coerências da famigerada mini Marvel vs DC foi a luta dele com o Clark. Ali, ele estava inteligente (e por conseqüência, mais fraco) e perdeu, mas ainda assim deu uma bela canseira no matuto de Krypton. Créditos para Ron Marz e Peter David, que souberam driblar a falta de senso crítico dos fanboys que votaram no Super. Luta de verdade entre os dois seria se fosse com aquele Hulk irracional, totalmente bestial, da memorável fase John Byrne. Sozinho, ele deu um pau no Homem de Ferro, Magnum, Namor e Hércules juntos. Nunca a sentença ”Hulk esmaga” soou tão ameaçadora quanto naquela época.

Sempre vi o momento da criação do Hulk como um milagre acidental. “Milagre”, por ter sido um acontecimento aparentemente impossível, e “acidental”, pela baixíssima probabilidade daquilo acontecer.

Bruce Banner não foi torrado pela onda de calor, nem foi lançado para longe pela onda de choque da explosão gama. Como nada foi planejado, o improvável deu o tom necessário para justificar a força da natureza que é o Hulk.

Mesmo porque, houveram N tentativas de reproduzir o fenônemo em laboratório. Abominável, Líder, Dr. Samson, Ravage, Sasquatch, entre outros, apesar de poderosos, não são bem experiências bem-sucedidas. Nenhum deles se compara ao Hulk porque - dando seqüência à analogia - nada é tão bem-sucedido quanto um acidente.

Aliás, o meu “código de honra samurai-fanboy” reza que superseres só podem ter ênfase em apenas um tipo de poder específico. Ninguém pode ser superforte, super-rápido, lançar raios, etc, tudo ao mesmo tempo. Caso isso aconteça, a onipotência do referido fica comprometida. Portanto, nenhum superser tira nota 10 em todos os poderes. Exceção seja feita no caso do Clark, que é a personificação do inatingível, da perfeição absoluta (e isso é um papo que rende desde Nietzsche).

Então, seguindo a “lógica”, o Hulk se encontra em primeiro lugar na área da força física. Ele não é o mais rápido, não é o mais inteligente e nem dispara raios. Nem falar direito ele sabe. Ele é pura força bruta, e só.


...e ainda aumenta à medida que vai ficando nervoso...! De todos os personagens Marvel (tá, entre os X-Men, Vingadores e alguns outros), só ele conseguiu destruir a forma física de Massacre - que detonou até o Fanático, com um único golpe.


Hulk smash Onslaught!! Clica aê!!

Alguns de seus adversários “quase chegam lá”, como é o caso do Thor. O Gigante Esmeralda soma várias vitórias em cima do asgardiano e apenas alguns poucos empates, sabem por quê? Porque o Thor lança raios, controla o tempo e tem conhecimento básico sobre as propriedades místicas do Mjolnir, o que minimiza a predominância do seu nível de força. Aliás, não deixa de ser uma relação conflituosa essa dos dois, visto que, juntos, eles também fundaram os Vingadores.

Já o Coisa, é quase a mesma... coisa. O samurai-fanboy diz que, quanto maior a proporção do acontecimento que origina o superser, mais poderoso ele será (vide a origem do Galactus, que foi no próprio Big Bang). Então, apesar do Coisa também ser pura força, os raios cósmicos que lhe deram esse poder com certeza não tiveram a magnitude da explosão nuclear que criou o Hulk. Mas o velho Ben soma vários pontos no seu cartel. Ainda que nunca tenha vencido o Gigante Verde, talvez seja o único que manteve uma certa equiparação em lutas contra ele. Um negócio meio assim, Ali versus Foreman, só que sem as vitórias, como ele mesmo disse, certa vez.

Enfim, todos os que enfrentaram o Hulk, na verdade, sobreviveram à ele.


O que me leva à um outro item do manual samurai-fanboy: às vezes, o rato pode dar um ippon no elefante. Nas dezenas de vezes em que Wolverine encarou o Hulk, sempre ficou evidente que ele empreendeu um verdadeiro exercício para não ser morto. Mais ou menos como se ele ficasse desviando das pedras de uma avalanche.

Nem mesmo vantagens como o fator de cura e o adamantium podem ser levadas à sério numa luta dessas. Por várias vezes, Logan se enrolou quando o Hulk, sei lá, abriu o seu tórax ou arrancou nacos de carne das suas costas, sobrecarregando sua cicatrização acelerada. O adamantium serve apenas pra evitar um esmagamento total (se bem que o Monstro Verde já amassou o dito cujo, certa vez).

Ok, as garras são sempre mortais, ainda mais com a velocidade e as habilidades de luta do canadense. Mas eu me lembro que, em Futuro Imperfeito, o Maestro (o próprio Hulk, já velho), falou que o escudo do Capitão América (que é de adamantium) seria letal se ele tivesse força suficiente para lançá-lo. Daí, a mesma lógica poderia ocorrer com o Logan. Por outro lado, o escudo não é tão afiado quanto as garras... Tudo bem, descontem isso do fato que é só o Hulk bater no chão para o cérebro do mutante virar suco dentro daquele crânio de adamantium. :D

Em tempo: Wolverine já matou o Hulk, num elseworld bem legal (daqueles antigos "o que aconteceria se...?"). Foi em uma versão alternativa da estréia do baixinho. Após aquela derradeira luta contra o selvagem Wendigo, Wolvie resolve cravar as garras no pescoço do Hulk, dessa vez com sucesso.

É interessante notar que os dois personagens sempre formaram um paralelo no tocante à natureza selvagem do homem. Só o fato da 1º história do mutante se passar em uma aventura do Hulk já é uma bela coincidência.

Aliás, esse lance de "Wolvie vs Hulk" sempre rendeu grandes imagens. Uma das melhores que eu já vi é essa aí embaixo. Não sei quem desenhou, mas essa imagem é muito foda!



Clica em cima pra aumentar




O QUINTO CAVALEIRO DO APOCALIPSE


”É nosso melhor álbum desde Psalm 69”, segundo Al Jourgensen, alter-ego da entidade Ministry. E realmente. O novo disco, Houses Of The Molé (que nome esquisito), lembra aqueles lapsos de tempo relatados por quem sofreu uma abdução. Ele ignora solenemente (e sonoramente) tudo o que a banda produziu desde o estourado Psalm 69, de 92 - pra quem não se lembra (ou não sabe), esse disco foi o ápice do rock industrial “de macho”, hoje bastante boiolizado por bandas como Limp Bizkit, Korn e Linkin Park.

O comentário do Al sobre a conexão com o Psalm 69 confere perfeitamente. Logo de cara, a faixa No “W” nos apresenta o irmão mais hardcore do clássico N.W.O. (além de contar com o melhor empréstimo de Carmina Burana que eu já ouvi!). Na seqüência, Waiting dá um novo sentido ao termo “bate-estaca”, com aquelas guitarras canibais à Thieves, outro clássico das antigas - aliás, só outro dia fui reparar que o cara que grita no final dessa música é o ensandecido Sargento Hartman, de Nascido Para Matar!

O resto eu ouvi muito por alto, mas dá pra dizer que o Ministry voltou a ser aquela banda que costumavam chamar de “A Trilha Sonora do Fim do Mundo”. A veia está bem mais ríspida de fato. Se tirarem os guinchos infernais e os gritos distorcidos (nããooo), o que sobra é uma puta banda de thrash metal. A mesma sensação que Psalm 69 conferia.

Sinal dos tempos: eu não comprei o disco. O VH1 liberou todas as faixas para download na terça-feira última, e eu só fiquei sabendo na madrugada de quarta (novidade). Depois disso, só pelo odioso streaming (quem inventou essa merda?). Mas vale à pena conferir o preview, que é excelente, mesmo nesse formato (o cara que inventou essa merda deveria ser guilhotinado junto com o cara que inventou o Real Player).

O lançamento oficial de Houses Of The Molé será no próximo dia 22. Atenção, preparar compartilhadores! (parece frase de filme de ficção-científica)

sábado, 12 de junho de 2004

ALIENS VS PREDADOR

Round One!


A bobagem mais esperada do ano por este que vos escreve. Sei que a maioria considera esse crossover um verdadeiro sacrilégio, principalmente com relação aos Aliens. Mas o potencial para diversão alienada que esse filme exala é inegável. As duas criaturas são perfeitas máquinas de matar, cada uma com características bem peculiares.

Os Predadores são mochileiros espaciais promovendo um safári high-tech pra lá de sanguinolento. Além das quinquilharias ultra-avançadas (incluindo um pacote com invisibialidade - ótimo para estripar humanos de surpresa), os ETs com cara de siri são verdadeiras paredes ambulantes, extremamente fortes. Não tiveram um bom tratamento no cinema após a sua estréia. Aquela pérola dirigida pelo John McTiernan e estrelada por Arnold Schwarzlifórnia foi mesmo o seu melhor momento.

Já com os famigerados Aliens, a coisa é bem diferente. Eles são os seriais killers de luxo do Universo, e não é pra menos. Estrearam logo de cara com um clássico do suspense, pelas lentes de Ridley Scott, e emendaram num dos melhores filmes de ação do cinema - cortesia de James Cameron.

A franquia solo dos dois está na geladeira no momento. O trailer mais recente de AvP, dirigido e roteirizado por Paul W. Anderson, já dá uma boa amostra do que irá rolar na telona.



Saudades do meu sorriso...?


Qualquer semelhança com Jason X...


"Do jeito que você me olha..."


A Sociedade do Anel


Novo design. Maior, mais forte, mais rápido...


Parabéns, você é pai de um lindo... ahn... Alien.


Comida para ETs cabeçudos e bocudos


Mais comida


God Save The Queen!!


Predador Ninja Style


Diga xiisss...


É impressão minha ou essa garra triplicou de comprimento?


Saca só o TAMANHO do cara... praticamente um Juggernaut...






Tem gente que associaria essa seqüência à um certo filme...






Alien arranhando a cara do Predador - River vs Boca fazendo escola?


"Cadêêê o grito da galeraaaa..."


Perigo - Alien anti-social


Opa, foi mal... é outro filme...

AvP estréia nos EUA dia 13 de agosto e aqui num longínqüo 3 de setembro (até quando, meu Deus). Apesar do roteiro meio esquisito (a ação se passa na Antártida), o trailer revela um clima de ação bem legal e boas seqüências de pancadaria entre as duas espécies. Tudo ao som de muito rock pesado - sinal inquestionável de desencanamento.

Vale à pena conferir, nem que seja pra falar "ah, sou um mané caretão e não gostei". :P

Trailer de AvP
Site oficial do filme