Mostrando postagens com marcador Dr. Destino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dr. Destino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Vivendo o bastante para se tornar o vilão


Qualquer semelhança não foi mera coincidência. Robert Downey Jr. é o maior personagem dele mesmo. Foi exatamente como soou pra mim o anúncio de seu retorno ao MCU como o Dr. Destino sob a direção dos irmãos Russo no vindouro Avengers Doomsday. Notícia, aliás, que estourou bolhas mundo afora com uma virulência tão grande que quase arremessou o então hypado Superman de James Gunn de volta para Krypton.

Que a Marvel sabe causar, isso sabe. Com a internet abarrotada de memes, teorias e especulações (até a Forbes!), nunca o monarca da Latvéria ficou tão evidência e nem foi tão debatido desde a sua criação em 1962. O que é ótimo em certos aspectos, mas a que custo?

A escalação só não me surpreendeu mais do que a ovação da plateia, ao invés de ovadas na direção do Kevin Feige. O Doomney tem altíssimas chances de manchar o trabalho do ator no memorável primeiro run da Marvel Studios, além de comprometer a reestreia em grande estilo de um ícone da cultura pop – já contei que sem Dr. Destino, sem Darth Vader? Isso pra não falar nos outrora incensados Anthony e Joe Russo, despejando todas as suas fichas numa cartada pra lá de arriscada.

Por mim, esqueciam esse nonsense e resgatavam o Julian McMahon do limbo. Com todos os problemas de Quarteto Fantástico e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, o australiano certamente não era um deles. Quem não o assistiu em Nip/Tuck, recomendo uma espiadela.

Claro, o objetivo era abalar as estruturas da SDCC com uma reescalação-bomba e provocar aquele impacto que a Disney/Marvel buscam – e precisam – tão desesperadamente. Sem problema. Duvido que o telefone do Michael Fassbender estivesse tão ocupado.

O que não pode é misturar os transistores. Aí vira Amálgama (embora, admito, tenha algum guilty pleasure por essa trasheira). Isso já sabia desde guri. O máximo de interação que o Homem de Ferro e o Dr. Destino deviam se permitir estava impresso em Grandes Heróis Marvel #11 e em sua "continuação", na edição #41.


São duas aventuras divertidíssimas. Leitura altamente recomendável para curar a ressaca pós-anúncio.

Foi criado ali um antagonismo redundante, porém bacana: Victor von Doom tinha em Tony Stark um 2º rival na seara tecnológica, para os períodos em que Reed Richards estivesse, sei lá, na Zona Negativa combatendo o Aniquilador, em alguma incursão pelo Omniverso ou algo parecido. O componente de espionagem industrial/política vinha de bônus e sem a maletice, arram, cu de ferro do marido da Sue.

Se quisessem mesmo reaproveitar bem o Downey Jr., poderiam simplesmente produzir um prequel nos moldes de Viúva Negra. Material bom é o que não falta. O 1º da minha lista seria a sensacional fase de David Michelinie, Bob Layton e John Romita Jr. no título do Latinha.


Thriller de ação/espionagem com os irmãos Russo na direção. Não tem como errar. De nada.

Do jeito que está, fica difícil passar pano para a demolição de um legado. Aí só posso concordar com nosso croata favorito.


The most adequate thing I can post today! I am only sorry I haven't put more pigeons there.

Publicado por Goran Parlov - Art em Domingo, 28 de julho de 2024


Tão cruel quanto pessimista. Fico com o relator-desenhista.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Cor de arco-íris quando foge

Ranço de velhusco da vez. A especialidade da casa.



Esses excertos das recém-publicadas Doctor Strange #7–9, com roteiros de Jed MacKay, traços de Pasqual Ferry e capas do Alex Ross para emoldurar, funcionam como um ponto sem retorno para mim. Menos pelo texto, mais pela estética. Principalmente, das cores. Não que tudo vá para a conta da Heather Moore, a colorista em questão. Ela apenas segue a tendência atual.

A impressão é que mudaram a metodologia de criação dos comics (leia-se "gibis do mainstream americano"). Isso vale tanto para a Marvel quanto para a DC, Image, Dark Horse e por aí vai. Hoje, parece obrigação contratual estourar todo o espectro de cores digitais por quadrinho, que já nem é mais quadrinho, arrastando tudo para uma artificialidade sem precedentes no formato. O Pasqual Ferry mesmo já trabalha nestas condições há longa data, mas a comparação através dos anos é absurda.

Se é isso que as novas gerações consomem, então, comercialmente, as escolas setentistas e oitentistas já eram. E isso me faz valorizar ainda mais as compilações feitas nas Sagas e nas Epic Collection. O passado é o futuro, baby.


O Vishanti de ontem (Triunfo e Tormento, 1989) e de hoje: os tons sombrios e misteriosos dão lugar ao multiverso do arco-íris

Confesso que a minha ficha ainda não caiu para esse visual sobrecarregado de cores e flares. Por instinto, me conforto pensando que é só uma fase, uma onda passageira. Que um dia desses vou abrir um gibi novo e me deparar novamente com cores concisas, um claro e escuro decente e, quem sabe, até com as velhas retículas. Como no Dr. Estranho do Rudy Nebres.

Pode soar melancólico, mas ainda assim é um belo devaneio.

No próximo programa: a cartunização generalizada que deixou tudo com cara de desenho animado. Não peguei Arca Negra por conta disso – e de outras coisinhas também.

domingo, 8 de novembro de 2015

"O último X-Men é lixão", "Dimensão X", "Sexo sobre as mesas" & outras histórias


E vamos à digerida suicida de Quarteto Fantástico de Josh Trank & Equipe de Contenção de Danos da Fox Studios...

"Ainda isso?", você vai perguntar. E eu, pimpão, replico: pois é! Já me fiz entender em posts-protesto aqui e acolá, inclusive pré-julgando a 200 por hora, sem as mãos e com os faróis apagados. Lógico que não fui ao cinema e pretendia ignorar a existência disso ad eternum, mas grupos de e-mail e arquivos torrent são como a máfia: você tenta sair, mas eles sempre te puxam de volta.

Só que dessa vez a coisa será diferente. Merece ser. Afinal, essa foi uma das produções mais caóticas da História do Cinema. Seguindo a tradição das análises já bem pernetas dos filmes anteriores e prestando tributo ao seu aspecto mais singular (a edição à Frankenstein), vou apenas desovar a conversa que me trouxe até aqui, em versão nua, crua e tranker.

Estiveram presentes no experimento Ludovico 2.0: Sandro, do Reverberre!, o tricolor em recuperação Fivo e um elemento suspeito que, por questões de segurança (do leitor), vamos simplesmente chamar de Guimba.

Olho no lanceeeee...!


SANDRO - Aqui eu vou apanhar e vão tirar sarro da minha cara eternamente nível Liga Extraordinária, mas eu gostei do filme. Reitero novamente que não conheço os quadrinhos da família, então a história da origem me pareceu bem estruturada (com falhas, obviamente), principalmente o relacionamento deles com o governo. A coisa vai bem até a primeira metade, inclusive os poderes adquiridos por uma viagem dimensional funciona legal e o Doom estar próximo deles é uma motivação interessante e plausível. Mas é aí que tudo começa a ruir: antes da transformação, você até entende o Doom. Depois, fica uma coisa tão insossa e corrida que vc pensa "espero que todos morram" e acabe aí. Os atores foram bem escalados e funcionam como equipe. As cenas de ação até funcionam, mas são poucas. O Coisa, mesmo pelado, está muito bom. Mas nota-se que da metade pra frente (onde a necessidade de efeitos aumenta) o diretor perdeu a força e alguns efeitos são risíveis. Achei melhor que o último X-Men. Sério mesmo. Mas X-Men eu conheço, Quarteto, não.


FIVO - Mermão... se tu achou quarteto melhor que Xmen, vou ter que ver.  Vou esperar um BRRip.

SANDRO - Ah, cara, sei lá se vai curtir. Eu fui com a expectativa -1, então o que viesse era lucro. Ao meu ver, inclusive, é um filme que estaria facilmente ambientado no universo X-Men/Fox.

GUIMBA - Melhor que o último X-Men? Vou ver só pra manter o score das suas indicações. TRDV (trad.: "Tô Rindo De Verdade")

SANDRO - TRDV. O último X-Men é lixão.

DOGG - Também verei FF. Sandro, contamos com você! rs

SANDRO - Meu, eu acho que vc vai acabar com o Quarteto. Mas tudo bem, eu pensei bastante antes de escrever.


DOGG - Vou não... rs

O filme se autossabota a partir da metade, quando vira um remendo de cenas nitidamente refilmadas, mas nem de longe é aquele lixo que apregoaram. Fica na média minus.

Agora, como leitor dos gibis:


- o build-up, tomando todo o terço inicial, é uma boa adaptação do Quarteto Ultimate. A abertura, em particular, é... fantástica. Coisa linda mesmo. Mas para por aí;

- perderam deixas inacreditáveis para referenciar o cânone clássico da equipe... nada de Latvéria... falam em "4ª Dimensão" e "Planeta Zero", mas nada de chamarem aquele mundo de Dimensão X (sic!), o lugar preferido do Quarteto e de onde saíram grandes vilões;

- o Coisa pode até agradar visualmente, mas ficou totalmente sem alma e o ator, que é dos bons, sacaneado com um script de 10 linhas - Fivo... ele lembra mais o Coisa calado e assassino de Planetary que o velho e bom Ben Grimm;

- Victor Von Doom... inexplicável.

- a equipe não tem a menor química. Nem mesmo os irmãos Storm.

Em tempo... ótima:

Re: Has anyone played the Fantastic Four drinking game?

image for user TrollInTheDungeon
by 
 » 13 hours ago (Mon Nov 2 2015 17:16:59)Flag ▼ | Reply |  
IMDb member since March 2015
Every time Kate Mara's wig appears, take a shot.

Every time it reverts to her normal hair, take two.

Pela frequência que isso aconteceu, todo mundo ia sair bêbado.

GUIMBA - Vc não foi direto ao ponto: afinal, é melhor que Dias de um Futuro Esquecido?

DOGG - heh... Futuro eh problemático, mas nao da nem pra comparar. Eh como se fosse o Barcelona, e F4 o Ibis.

FIVO - Melhor não é, mas tá longe de ser ruim. Vou te dizer que gostei muito. Comparando com os outros quartetos, esse é muito, mas muito melhor. Aliás, é melhor que o superman do Singer, que os dois wolverines, que o terceiro aranha McGuire e os dois recentes, todos os motoqueiros fantasmas, Batman antigo e mais alguns que devo estar esquecendo.

Problemas:


A. cagaram o final com aquele destino.
B. O coisa pareceu um cameo, de tão inexpressivo (mas os efeitos dele ficaram ótimos)
C. O filme inteiro é minimalista no trato do que está rolando. Parece mais um piloto muito bom de série do que um filme fechado em si.
D. O Victor não se encaixa no filme. Tá perdido. Em todos os sentidos. Mais perdido que ele, só o militar arrogante e canastra.

Pontos fortes:
A. Gostei da Química reed e Susan. Mas só deles.
B. Os efeitos do tocha estavam muito bons.
C. A construção toda até eles ganharem os poderes, apesar do Victor e do minimalismo, foi ótima.

DOGG - Em azul-da-cor-do-mar:

"Melhor não é, mas tá longe de ser ruim. Vou te dizer que gostei muito. Comparando com os outros quartetos, esse é muito, mas muito melhor. Aliás, é melhor que o superman do Singer, que os dois wolverines, que o terceiro aranha McGuire e os dois recentes, todos os motoqueiros fantasmas, Batman antigo e mais alguns que devo estar esquecendo."

Subscrevo todos, menos o SuperSinger (coisa minha) e o Batman antigo (o do Burton, né?), que acho sensacional. Muita vontade de incluir nessa lista Vingadores 2, mas não é pra tanto... :)

"Problemas:

A. cagaram o final com aquele destino."

Pra mim a cagada já começou na caracterização bad-boy.


"B. O coisa pareceu um cameo, de tão inexpressivo (mas os efeitos dele ficaram ótimos)"

Textura tava ótima, só preferia menos irregular. E de cueca. Reparou que o escondiam sempre que podiam? Bicho ficava tanto nas sombras que parecia um Dark Coisa. Grana tava curta.

"C. O filme inteiro é minimalista no trato do que está rolando. Parece mais um piloto muito bom de série do que um filme fechado em si."

Aí sim teria contornos expressivos, mesmo com o efeito da fuga do grupo pelo portal, ao final, parecendo feito pela equipe de mkt do Dollynho. Já como produto para cinema, é fragmentado e defeituoso além do suportável. Os cortes novos e diálogos expositivos aparecem em neon da metade pro final... e qualquer dúvida era só olhar pra cabeça da Kate Mara. Uma vergonha pra Fox e pra Hollywood no âmbito técnico. Mesmo o Quarteto do Corman teve a hombridade de ser engavetado.


"D. O Victor não se encaixa no filme. Tá perdido. Em todos os sentidos. Mais perdido que ele, só o militar arrogante e canastra."

O engravatado? Se for, não me incomodou não. É um estereótipo apenas. Victor sem nenhuma razão de ser ali e não podia estar mais distante da essência original e da Ultimate, na qual o filme se aproxima.

"Pontos fortes:

A. Gostei da Química reed e Susan. Mas só deles."

Só gostei da conversa na biblioteca e dela curtindo Portishead. De resto, não vi nenhuma conexão entre os dois. Em tempo... ridícula a fuga do Reed. Nada adicionou à história, à unidade do grupo ou à diversão do espectador. E totalmente contra a postura lógica dele. Largar a base de última geração pra revirar sucata em ferro-velho... Pior quando volta, 1 ano depois. Parecia que tinha ido ao barzinho da esquina tomar uma.

"B. Os efeitos do tocha estavam muito bons."

Bem à frente do Tocha Evans e Motoca, mas ainda longe de convencer. Fogo é osso.

"C. A construção toda até eles ganharem os poderes, apesar do Victor e do minimalismo, foi ótima."

Tava indo bem e garantindo o passe das liberdades criativas sobre os quadrinhos. Única coisa que não desceu mesmo da "parte boa" foi construírem uma máquina que lida com buracos negros num prédio no centro da cidade. No gibi Ultimate, a mesma máquina foi construída no meio dum deserto.

FIVO - No e-mail do celular não dá para comentar no texto, então vai aqui mesmo.

Me referi aos Batman do Burton, Schumacher e o quarto que não lembro quem dirigiu. Os dois últimos nem se discute, enquanto os dois primeiros tem fãs de verdade e fãs nostálgicos. Já eu acho aquilo um Carnaval.

Problemas


A- sim, concordo. Meio que joguei a crítica à fase "humana" dele para a letra d. Além disso que vc destacou, o personagem Bad boy, descolado e genial simplesmente não tem aderência com os perfis que de espera para aquilo. Veja bem... Ele não é um geek, nem um funcionário sinistro do Google... O cara estava desenvolvendo fringe Science, porra.

B- a falta de cuecas não me incomodou. Me pareceu até lógico, assim como a textura. O movimento da boca dele ficou natural, até.  Não tinha me tocado que tinham escondido ele, mas agora que vc falou, é vero.

C- a questão dos cortes me deixou curioso para ver como era o filme no primeiro corte, antes de ser retalhado. Não entendi a cabeça da Kate Mara. Do jeito que vc fala sobre a hombridade de ser engavetado, vc rebaixa o filme ao nível de merda malcheirosa.

D. Sim, estereótipo, mas ainda assim mal interpretado.

Pontos fortes:

A. Gostei da parte em que ficam conversando e o Victor fica com ciúmes (o que tb não teve nenhuma utilidade no filme). Quando à fuga, pode ter sido roteiro remendado. Ou só fizeram aquilo para mostrar que ele podia moldar o rosto. Naquele momento, a fuga faria sentido se ele estivesse tentando tirar todos de lá, não apenas o Ben.


B. Acho que só os olhos e boca ficaram esquisitos, muito embora seja semelhante à representação dos quadrinhos. De resto, o fogo ficou muito natural e curti o lance de o uniforme servir para conter o fogo.

C. A questão da máquina no centro é o que chamei de tratamento minimalista. Um empreendimento daqueles e eles tratavam como mais um dia no escritório. Mandam um macaco para outra dimensão e beleza, ok, keep up with the good work. Porra, era para estarem todos fazendo sexo sobre as mesas, em puro êxtase.

DOGG - Em verde-Hulk:

"No e-mail do celular não dá para comentar no texto, então vai aqui mesmo.

Me referi aos Batman do Burton, Schumacher e o quarto que erro não lembro quem dirigiu. Os dois últimos nem se discute, enquanto os dois primeiros tem fãs de verdade e fãs nostálgicos. Já eu acho aquilo um Carnaval."

Os BatBurton são isso mesmo. Eventos pop. Kim Basinger, trilha do Prince, etc. Um dos poucos que curti. Já hoje, vejo que eram mais filmes de freaks do Burton que qualquer outra coisa. Também acho o Bruce do Keaton dos mais intrigantes. Não há ponte visível entre o playboy yuppie e o vigilante sisudo. Isso chega a ser meio perturbador.

"Problemas
A- sim, concordo. Meio que joguei a crítica à fase "humana" dele para a letra d. Além disso que vc destacou, o personagem Bad boy, descolado e genial simplesmente não tem aderência com os perfis que de espera para aquilo. Veja bem... Ele não é um geek, nem um funcionário sinistro do Google... O cara estava desenvolvendo fringe Science, porra.

B- a falta de cuecas não me incomodou. Me pareceu até lógico, assim como a textura. O movimento da boca dele ficou natural, até.  Não tinha me tocado que tinham escondido ele, mas agora que vc falou, é vero."

A falta de cueca não vinha me incomodando tanto, mas no final, quando caminham até uma sacada da base, aparece a bundinha pedregosa do cara... aí incomodou, rs...

"C- a questão dos cortes me deixou curioso para ver como era o filme no primeiro corte, antes de ser retalhado. Não entendi a cabeça da Kate Mara. Do jeito que vc fala sobre a hombridade de ser engavetado, vc rebaixa o filme ao nível de merda malcheirosa."

Me referi apenas aos aspectos técnicos da montagem. Colocar na praça um filme tão mal editado - e a parte técnica é a única que Hollywood ainda pode se vangloriar sem reservas - é como a Volkswagen colocar automóveis defeituosos no mercado conscientemente (o que acabou fazendo dia desses, por sinal). O resultado final não ser uma merda malcheirosa foi acertar um 1 em 1 milhão.

Cabeça da Mara:


Me tirava do filme toda vez.

"D. Sim, estereótipo, mas ainda assim mal interpretado.

Pontos fortes:

A. Gostei da parte em que ficam conversando e o Victor fica com ciúmes (o que tb não teve nenhuma utilidade no filme). Quando à fuga, pode ter sido roteiro remendado. Ou do fizeram aquilo para mostrar que ele podia moldar o rosto. Naquele momento, a fuga faria sentido de ele estivesse tentando tirar todos de lá, não apenas o Ben."

Se foi remendado, não sei. Mas dá pra saber verificando a cabeça da Mara quando ela triangula a localização do Reed. Se estiver normal, a culpa é do Trank, rs.


O problema mesmo é esse perfil do Reed. Ele negociaria algumas condições sim, mas ganharia pela lógica (pense na mecânica dessa cena - https://www.youtube.com/watch?v=5_m_ggToC2I). Tiraria todos daquela prisão e voltaria às pesquisas na base do gogó. É uma pena que não pescaram esse personagem das HQs.

"B. Acho que só os olhos e boca ficaram esquisitos, muito embora seja semelhante à representação dos quadrinhos. De resto, o fogo ficou muito natural e curti o lance de o uniforme servir para conter o fogo.

C. A questão da máquina no centro é o que chamei de tratamento minimalista. Um empreendimento daqueles e eles tratavam como mais um dia no escritório. Mandam um macaco para outra dimensão e beleza, ok, keep up with the good work. Porra, era para estarem todos fazendo sexo sobre as mesas, em puro êxtase."

Se já penso nisso nas minúsculas vitórias do dia-a-dia, imagina diante desse marco científico e uma Kate Mara nas redondezas...


Cena pós-créditos:

DOGG - Pedido... Sandro e Fivo, posso copiar e colar esse papo no blog, assim mesmo, sem edição?

terça-feira, 10 de julho de 2007

E O SURFISTA PRATEADO


Pois é. Quando o Moriarty, do AICN, afirmou que Tom Rothman (CEO da Fox Filmed Entertainment) já foi molestado por um gigante, ele não estava brincando. Só pode ser trauma. Depois do Sentinela quântico de X3, agora foi a vez do Galactus ser depenado em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic Four: The Rise of the Silver Surfer, EUA, 2007).

Pelo bafafá que antecedeu a estréia, eu já vinha tentando me acostumar com um The Fog versão interplanetária, mas o que vi lá foi algo bem pior. De El Niño emaconhado, o personagem acabou revelando sua verdadeira face: um Tocha Humana com um balde na cabeça. Essa foi a reluzente e ofuscante solução da equipe criativa (bando de aspones filhos da puta). Parabéns aos roteiristas Mark Frost, John Turman e Don Payne, parabéns ao diretor Tim Story e, mais que todo mundo, congratulações medalhísticas ao Tom Rothman pela afirmação de que em filme seu "jamais haverá um robô gigante". Bem, oremos a Cybertron em agradecimento, já que Transformers caiu nas graças da DreamWorks. Urra.

Se bem me lembro, comentei da outra vez que o primeiro Quarteto Fantástico era puro exercício de escapismo e sorvetada na testa. Que Chris Tochevans consegue fazer em um diálogo o que Ryan Reynolds não conseguiu na filmografia inteira. Que Michael Coisa Chiklis, da incrivelmente fudenciante série The Shield, é a única razão daquele amontoado de pedra laranja funcionar em cena. Que Jessica Sue Alba não precisa atuar se estiver de colante (famoso método Elisha Cuthbert de interpretação). E imagino que até elogiei a disposição cênica do Senhor Ioantástico Gruffudd e sua semelhança física com o personagem, mas que ele (ou o script) não encontrou a essência original - no máximo, passa de raspão antes da próxima torta na cara.

O fato óbvio e ululante é que todos estes elementos tiveram seu replay aqui, o que remete à velha máxima da piada contada pela segunda vez. Rola até uma seqüência de dança elástica, recurso malandramente surrupiado da franquia do Aranha e que já demonstrava sinais de cansaço lá. Mais pastel impossível. Correndo por fora, as curvas da Alba - que já foram mais generosas - até conseguem ganhar terreno numa cena de nu-flamejante, mas a caracterização da pinup que um dia foi a Nancy Callahan estava bizarra (o que uma peruca e um par de lentes não conseguem estragar).

Sei que é inútil perguntar porque não usaram a versão Ultimate do Quarteto (adaptação pronta, bacana e pop) como base para os filmes. No entanto, pelo menos a Alba poderia ter sido laureada ali - o próprio desenhista Greg Land não se furta em usar fotos da atriz para compor sua versão teensuda da Sue Storm.

Às vezes bate uma vontade meio kamikaze de defender a participação de Julian Von McDoom, em nome da diversão canalha que ele proporciona via Nip/Tuck, mas tenho por mim que o estereótipo que o sujeito montou é tiração de sarro da grossa e não vou ser eu a estragar a piada. Deixa o homem trabalhar.

Se contextualmente QF e o SP é um vazio crônico anunciado (ninguém esperava um tratado metafísico como seqüência do primeiro filme), o mesmo não se pode dizer do acabamento. Mandaram bem nos efeitos aqui. Fantásticos, realmente. Quem achou que o Surfista Doug Jones Prateado ia ser um arremedo de T-1000 quebrou a prancha. Demonstraram a proporção exata da evolução da mesma técnica, absurda, 16 anos depois. Vê-lo detonando um pequeno exército com apenas um gesto é a transcrição exata dos quadrinhos. E duas intervenções... hm, "alienígenas" na mitologia do herói funcionam como gols de empate. Uma foi estabelecer que seus poderes vêm da prancha. Péssima. Outra foi conferir uma aparência estéril e obscurecida quando ele perde seus poderes (releitura esperta de um arco clássico do Quarteto), excelente sacada em cima de um ponto de partida equivocado. Lamento, mas é assim mesmo. Se nem Einstein conseguiu entender o caos...

Fã de Jack Kirby que sou, confesso: todas as cenas em que o Surfista aparece provocam um efeito de satisfação hiper-realista. Até para os que nutrem uma mera fantasia intimista recorrente. Se existe um herói que rescende tal empatia é o Surfer. Sua imagem é metáfora pura. Rasteira, mas pura. Nem precisa ler as revistas. Qualquer um gostaria de subir numa prancha e voar à velocidade da luz para o outro lado do universo, largando pra trás tudo o que não deu certo, toda essa gente chata e mesquinha, etc.

Queria comentar isto desde a primeira vez que vi A Força de um Amor (remake livre de Acossado, de Jean-Luc Godard). Foi Richard Gere quem me atentou para o fato de que até o Surfista, uma entidade impessoal e amoral, podia ser complexamente humano e altruísta, ainda que estas duas coisas soem paradoxais. Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado não vale nada, mas só por me fornecer um pretexto para esta lembrança já se justifica. Mais uma vez fizeram certo do jeito errado.


"I have seen the birth of planets and the death of worlds. I have seen galaxies crumble and new suns aborning. But in every star, in every sun, I see her face..."

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

A GAROTA DO FANTÁSTICO


Bom, não posso dizer que superou as minhas expectativas, pois elas já estavam bem altas, confesso. Para mim, um longa do Quarteto Fantástico sempre foi mais fácil de se imaginar do que um dos X-Men, por exemplo. A linguagem pop movida à conceitos tecnológicos e o irresistível espírito de aventura sempre clamou por uma versão cinematográfica. É o mesmo mix que fez a fama de filmes como Os Caça-Fantasmas e De Volta Para o Futuro, em dois exemplos de extrema felicidade (e que eu não estou dizendo que seja o caso... mas tomara). Se tudo der errado, pode esperar por um novo Perdidos no Espaço - o que eu não acho que vá acontecer, talvez por mera fé cega, com toda a margem de decepção que isso traz de brinde.


Seja lá como for, agora, com o ótimo teaser em sua versão oficial, dá pra notar que vem algo promissor por aí - ao menos no que diz respeito à diversão. O efeitos são de ponta, os quatro fantásticos estão... fantásticos (exceção feita à Alba Storm, que está... incrível), o Dr. Destino está sinistro como nas HQs (pena que aparece rápido) e um detalhe muito interessante foi a trilha com "Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums", do grupo A Perfect Circle, que começou a rolar a partir do acidente espacial (pra quem conhece, sabe que isso foi fantasticamente foda).


É torcer pra que o diretor Tim Story honre seu sobrenome, com trocadilho fantasticamente ruim e tudo. E que site oficial mais pesadinho hein?! Putz.


A SUPREMACIA BYRNE


John Byrne merecia um Eisner pelo conjunto da obra. Poucas pessoas produziram tanto quanto ele e com um nível tão alto de qualidade. Livre da sombra de Chris Claremont (o Bendis dos anos 80), Byrne alçou vôos bem mais altos, lançando mão de um talento indiscutível como argumentista. Até a metade dos anos 90, Byrne trabalhou em quase todos os personagens de destaque da Marvel e, destes, ele livrou boa parte de alguma fase ruim. Foi assim com os Vingadores, com o Hulk, com a Tropa Alfa, com a Mulher-Hulk, etc. Mas a primeira vez que vi o Byrne "solo", desenhando e escrevendo primorosamente após o furacão Saga da Fênix Negra, foi nas histórias do Quarteto Fantástico.


Com um senso de humor bem cínico, vilões cavernosos, grandiosidade épica, bastante adrenalina e aquele climão de ficção-científica (que, por sinal, anda em falta no Quarteto de Mark Waid), ele valorizou todos os elementos que fizeram a equipe tão característica (pra não dizer "fantástica"). Claro que alguns mal-costumes marcaram presença, como a mania de inserir metalinguagem nas aventuras (ele mesmo, o Byrne, na história... no papel de John-Byrne-desenhando-o-Quarteto...). Pior que isso, só os editores nacionais da Abril: para fazer as vezes de editor-chefe da Marvel, ninguém menos que o famigerado Figa, aquele que decepava 50 páginas em uma história de 30. Felizmente, isso não chegava a atrapalhar, pois era só ignorar a "presença" do autor. Mas fiquei bem curioso pra saber se a esposa do Byrne na vida real é mesmo aquela coisinha maravilhosa que ele rabiscou.


A maior parte dessa fase de Byrne comandando o Quarteto foi publicada na revista do Homem-Aranha (provando que as HQs daquela época eram bem mais imperdíveis do que as de hoje), e um dos arcos mais bacanas que eu li foi da edição #66 a #68. Começa com o Doutor Destino reconstruindo a Latvéria e recrutando Tyros (ex-Terrax, arauto de Galactus, aqui totalmente overpowered) com o objetivo de destruir o Quarteto, que não tem Reed Richards, mas tem o Surfista Prateado. Logo, a maior especialidade de Byrne dá as caras: as pancadarias federais no meio de uma grande cidade que, em poucos instantes, fica totalmente arrasada. Aliás, Destino fica numa situação pra lá de embaraçosa no final. Logo na seqüência (praticamente soldada nessa história), os remanescentes do Quarteto, com a ajuda do Vigia Uatu, partem em busca do desaparecido Richards. Participações mega-over-empowered de Galactus, Odin e Eternidade.

Clique do Vic Doom aí embaixo pra baixar o pacotão (18,8MB). Ah, e paciência com esse servidor, ok? Às vezes ele dificulta a vida de quem não é assinante. :P

Scans by: doggma (link expirado há muitos éons)



Na trilha: Of The Son And The Father, do Astral Doors, um dos melhores álbuns de 2004.

domingo, 20 de junho de 2004

CAPITALISMO SELVAGEM ORGULHOSAMENTE APRESENTA:

X-BRAHMA vs SUPER SCHIN


O superfilme deve ser a primeira produção de Hollywood a oferecer um espetáculo antes mesmo de se tornar realidade. Desde 1994 que rumores fortes dão conta de um novo filme do Clark. Não me espantaria se um dia fizessem um filme baseado só nessas idas e vindas. Após mais um longo "arco" dessa novela chamada "Pré-Produção do Filme do Superman" (o envolvimento do roteirista J.J.Abrams e do diretor McG – a entidade maléfica JJG), mais uma saga se iniciou essa semana.

''Como todos já sabem, Bryan Singer agora é o novo técnico do Flamen... digo, o novo diretor do superfime. E a regra é clara®: entrou novo diretor, a estrutura inteira muda. Como se houvesse um upgrade na Matrix. Tim Burton, por exemplo, logo que chegou para comandar a superprodução, não se furtou em limpar o traseiro com o roteiro do Kevin Smith.

Aliás, cabe aí uma análise comparativa-precognitiva entre a fase Burton e a nova administração Singer.

''Burton sempre foi considerado o homem de Hollywood para assuntos dark. Ou seja, apesar de sua inegável veia bizarra e autoral, ele sempre conseguiu vender bem o seu peixe. Era um diretor que, com uma ou outra exceção (o excelente O Estranho Mundo de Jack), sempre foi querido na tesouraria dos estúdios. E na época de sua escalação para o superfilme, ele estava particularmente bem cotado, pois estava sendo planejada uma volta sua em grande estilo, após o fracasso de Marte Ataca! (de 96). Não aconteceu, pois houveram discordâncias entre ele e a távola quadrada da Warner, a respeito da nova concepção do Clark. Seu "grande retorno" acabou sendo adiado para 99, com o filme A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (muito sugestivo).

Flagrantemente, nota-se que a classe executiva falou mais alto aí, e não foi com um vagabundo qualquer não. Esse é um obstáculo claro que Singer terá de transpor. Se antes havia "pouca gente" pra ajudar (no 1º X-Men), agora tem "gente demais", e "gente demais" sempre atrapalha. É como dia de faxina no Asilo Arkham: um verdadeiro inferno.

Afirmo isso baseado nos precedentes abertos pela própria Warner na pré-produção do Super. E foi uma lista imensa... Caíram: Kevin Smith, Tim Burton, Nicolas Cage, Wesley Strick, Jack Nicholson (!), Tim Allen (!!), Courteney Cox, Sandra Bullock, Linda Fiorentino, Kevin Spacey, Chris Rock, Dan Gilroy, Martin Campbell, Michael Bay, Simon West, Bill Wisher, Paul Attanasio, John Cusack (!), David Duchovny (!!), Brett Ratner, Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Catherine Zeta-Jones, Brendan Fraser (!), Anthony Hopkins, Josh Hartnett, Tom Welling, Ashton Kutcher, Matthew Bomer, Paul Walker, Natalie Portman (!), Ben Savage, Selma Blair, Martin Henderson, Beyoncé Knowles (!!), Johnny Depp, Shia LaBeouf, J.J.Abrams, McG e Bryan Sin… ooopa, esse ainda não...

Todos eles foram, durante algum tempo, os roteiristas, diretores, Clarks, Loises (...!), Jimmies, Jor-Els e Lexes oficiais do superfilme, e chegaram a negociar com os executivos da Time Warner (imagino um almoço em algum restaurante de Beverly Hills, com direito à copeira dando mole) – alguns chegaram mesmo a assinar seu nome de batismo nas linhas pontilhadas. Nem vou me referir às zilhares de equipes de produção, aos técnicos, às licitações de firmas terceirizadas, e nem aos Clarks que nunca negaram sua origem boateira (Denzel Whashington, Jim Caviezel, e muitos etcs).

E também vamos fazer de conta que nunca houve um projeto de filme-crossover com o Clark e o Bruce, com direção de Wolfgang Petersen, e que chegou às vias de pré-produção, só para ser cancelado logo depois.

O superfilme só encontra paralelo em sua enrolação com o "novo" disco do Guns N'Roses (que soltou até um Best Of pra bancar a estadia de Axl no estúdio).

Bryan Singer ainda tem de lidar com o "fator Zeca Pagodinho" que lhe acometeu. O Taz realmente chutou o traseiro do Wolverine, ou ainda dá pra conciliar os dois? Conseguirá o diretor resistir às investidas mortais de impiedoso Warner Executioner? Ainda é cedo pra afirmar. Vamos esperar pelo próximo capítulo da supernovela.

Eu desejaria boa sorte para o Singer, mas, pensando bem, acho mesmo que ele está é morrendo de rir.




QUANDO ÉRAMOS REIS


Aproveitando o encontro desses dois furacões (e não estou me referindo às duas frentes frias que estão me congelando nesse exato momento), aqui vai uma revelação: a melhor revista que eu já li na vida chama-se Super-Homem contra O Incrível Homem-Aranha – A Batalha do Século. É isso aí. Perdoe-me quem achava que era O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, A Liga Extraordinária, V de Vingança, Sin City, O Reino do Amanhã, Marvels, ou alguma HQ obscura dos anos 40 que só eu conhecia.

Ali, na inocência e no maniqueísmo do universo pré-Crise e pré-Guerras Secretas, foi forjada a história em quadrinhos perfeita - o que não é sinônimo de "clássico". Clássico tem a natureza (e a pretensão) de ser "único", a obra máxima da visão particular de um autor num determinado momento. HQs perfeitas retratam o espírito de uma geração inteira da Nona Arte, e foram concebidas outras vezes em momentos diversos, em histórias de Astérix, O Príncipe Valente, Conan, Homem-Aranha (notadamente em O Menino Que Colecionava Homem-Aranha), Dick Tracy, Fantasma, e por aí vai. São histórias simplistas e carregadas de arquétipos que, por essa característica, acabam exercendo uma forte empatia com o leitor. Isso é um conceito situado anos-luz das HQs pós-Image e pós-Jim Lee.

SH vs SM já é bem velhinho (foi lançada em 1976 e editada no Brasil em 1980, pela EBAL), mas ainda hoje mantém o mesmo vigor narrativo. Pra quem ainda não entendeu o porquê dessa minha admiração toda, talvez o fato de que essa foi a minha revista explique alguma coisa. Aprendi a ler com quatro anos, através da Incrível Hulk #4 (inadvertidamente, um golpe de mestre da minha mãe), e ganhei essa revista pouco depois. Por algum milagre do destino, ela resistiu às agruras de ser um objeto pertencente à um moleque atentado e destruidor (eu). Lembro que ainda a tive até uns 10 anos, depois disso, só Uatu pra responder. De um modo ou de outro, fez parte da minha vida. Mesmo que fosse uma HQ ruim (e não é mesmo), me marcaria. Quando viro as suas páginas hoje, eu vejo muito mais do que letras, desenhos e cores. Vejo trechos da minha vida na época, como se a revista fosse uma câmera ligada permanentemente, apontada pra mim. Eu viajo, literalmente.


Essa cena hoje seria encarada como "anti-americana"

Aliás, é engraçado ver determinadas cenas hoje. Logo de cara, um robô gigantesco atravessa vários edifícios de Metrópolis. Impensável nesses dias marcados pelo 11/9. Se fosse uma HQ do Mark Millar, p.ex., a história faria questão de explicitar que 13 bilhões de pessoas morreram soterradas nos escombros. Outra coisa interessante é o "contra" presente no título, claramente uma estratrégia de marketing (na época, eu era moleque e não tava nem aê, achei que era porrada pra valer...). A seqüência da "luta" é impagável... a conclusão da mesma então...


O Aranha aproveitando seus 15 segundos de supremacia...

Os desenhos, de Ross Andru, são primorosos e anatomicamente perfeitos (nada de bíceps maiores que a cabeça por aqui). Chegam a fazer bem pra vista, de tão bons. Já Gerry Conway conferiu um clima altamente bem-humorado no roteiro, que aliás retrata muito bem a personalidade de cada personagem. Os encontros e diálogos entre figuras clássicas como Lois Lane (na época, Miriam), Mary Jane, J.J.Jameson, Peter e Clark são de chorar de tão bem-sacados. Acertadamente, o Super e o Cabeça de Teia convivem em um mesmo universo (graças à Deus – eu simplesmente odeio esse negócio de "universos paralelos" nas HQs), e nota-se que não existem tantas diferenças assim, afinal.


Lex Luthor e Doc Ock são os vilões da vez

Atualmente, o potencial de um bom crossover não existe mais, perdeu-se entre uma capa do Rob Liefeld e uma história do Todd McFarlane. Foi-se o tempo em que um encontro entre dois personagens de diferentes editoras tinha aquele elemento mágico, quase irreal. Hoje, todo mundo se encontra com todo mundo, caem na porrada, arrancam litros de sangue um do outro, fazem poses de alterofilista em pleno campeonato, mas e daí? Não emociona, não causa admiração, não nos deixa cúmplices daquela aventura. Talvez seja até melhor assim, afinal, fanboy você sabe... é um bicho ciumento. Vamos deixar os moleques pensarem que a nova saga dos W.I.L.D.Cats ou da Witchblade vai ser o máximo...


Clark e Peter ainda se encontrariam anos depois, em uma boa aventura contra o Parasita e o Dr. Destino, mas o charme nem se compara ao do 1º.

Scans By: Veio de Krypton, numa nave que caiu no quintal do desenvolvedor do DC++.
Tradução: Tradução...? - Não tive coragem de mexer nessa pérola irretocável, mesmo porquê, o texto original em inglês é tão simples que parece transparente. Mais fácil de se entender do que se fosse português.

000 005 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93