Setembro último, finzinho de mês. Cartão virado e uma suculenta promoção de descontos progressivos no novo site da
Panini pipoca na minha timelinda. Parti pra cima igual o Coiote atrás do Papa-Léguas. Resolvi botar em dia todas as
Sagas,
Coleções Clássicas e títulos
X numa tacada só, para aproveitar o desconto-teto de 30%. Já esperava por um montante impublicável. Não fechei um carrinho, fechei uma Kombi.
O primeiro indício de estranheza foi no pagamento com cartão. Três tentativas deram erro com direito a pop-up esquisitão. Após aquela rotina de ligar para o banco e constatar que não havia nada errado, concluí que o problema era com o site mesmo. Até pensei em desistir, mas com aquela listinha-update na promocha fritando no cérebro fica difícil dormir um sono tranquilo à noite.
Sentei o dedo nesta porra. Fui de Pix.
30 DIAS DEPOIS

Um mês e o pedido não saiu do "Processando". Pedido grande. Pago à vista.
Acabei descobrindo que na vida existem três certezas: morte, impostos e a Panini não atende ligações. O SAC da editora é um saco. Completamente inútil. Suas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter) parecem gerenciadas por estagiários-zumbi, inertes a qualquer tentativa de interação humana.
Aliás, é um quadro de horror acessar alguma delas e se deparar com centenas de comentários com problemas ainda maiores que o seu.
O disfuncional site novo dispõe de um formulário para abrir "chamados" sobre algum pedido. Abri um e, passados cinco dias úteis, não houve retorno. Como não estava fazendo nada mesmo, abri mais uns 15. E repliquei/trepliquei cada um pelo e-mail de confirmação. Floodei a caixa de alguém lá e, no dia seguinte, surgiu uma atendente.
Após alguns e-mails (sempre comigo suplicando por respostas), fui informado que um dos itens estava esgotado e que seria programado um estorno. E que ela avisaria quando os demais itens fossem para manuseio/envio. Enquanto isso, sigo no
"Processando" preservado em carbonita.
Sempre fui um desconfiado profissional. Lá pelos idos de 2016, quando a então gloriosa
Liga HQ! começou a demorar para despachar os gibizinhos, recebi uma última encomenda e suspendi novas compras. Logo em seguida, a loja (virtual e física) implodiu, deixando uma porrada de gente na fila do reembolso. Mesma coisa com a
Saraiva. Usei muito o cartão de lá com seus descontinhos de 3% (na época era bastante, acredite). Quando as primeiras reclamações começaram a vir à tona, fechei a conta e passei a régua. Escapei do incêndio sem uma mísera chamuscada.
Por algum motivo, baixei a guarda com a Panini.
Já havia comprado na nova loja virtual duas vezes sem problemas, mas todos os indícios estavam lá, claros como as dicas da Morte na série
Premonição. Site novo péssimo, o
tsunami de denúncias no Reclame Aqui e é evidente que o
Álbum de Figurinhas da Copa é um evento absurdamente gigantesco que monopoliza toda a estrutura interna da editora. Uma hora ia acontecer.
Dessa vez meu
Ackbar interior não prevaleceu. Meu pagamentinho à vista não é nada perto da Copa do Qatar.
Salve-se quem puder na roleta russa da Panini.
Por último e não menos importante:
Porra, Panini!
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Anexo 2 do Relatório de Prejuízos
Em abril
antecipei aqui mais essa furada. A
Graphite Editora (
sic) abandonou todas as suas redes sociais e não atualiza seus projetos financiados no
Catarse desde
fevereiro. É o caso dos meus, agora platônicos,
Legs Weaver,
Nathan Never Vol. 2 e
Martin Mystère & Nathan Never: Prisioneiro do Futuro.
Todos foram pro vinagre, bem como o meu suado dinheirinho.
De acordo com a coluna
Enquanto Isso..., do
Érico Assis, o Catarse
baniu a Graphite "efetivamente da plataforma". Mas até este momento, a conta e os projetos
continuam lá.
A pá de cal foi descobrir alguém na
Shopee vendendo
vários materiais da Graphite. Incluindo títulos e recompensas que nem os próprios apoiadores receberam...