sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Rob Bruxo

Saiu mais um teaser poster de The Lords of Salem, o novo filme de Rob Zombie:


Creepy. Qualquer semelhança com o simpático boomer de The Walking Dead é mera ressonância mórfica.


The Lords of Salem terá uma première no próximo dia 10, no longínquo Festival Internacional de Toronto. O lançamento oficial vai ficar mesmo para algum ponto de 2013.

Não é o filme que eu apostava ser o próximo do Rob Zombie, mas parece ser tão divertido quanto. A premissa é uma mistura de Evil Dead com Heavy Metal do Horror, incluindo o velho recurso da obscura gravação (no caso, um disco de vinil) que é executada inadvertidamente e libera uma maldição secular.

E o elenco mantém o padrão de qualidade ISO-Zombie 9000: Meg Foster, Barbara Crampton, Udo Kier, Clint Howard, Ken Foree, Sid Haig, Michael Berryman, Billy Drago, Camille Keaton, Maria Conchita Alonso, Dee Wallace e Ernest Lee Thomas (também conhecido como Sr. Omar... trágico!). Só a diretoria. Isso sem falar na patroa.

Outro detalhe que chama a atenção é o orçamento, estimado em 1,5 milhão de dólares americanos. Isso, em termos cinematográficos, equivale ao troco da padaria que você esqueceu no bolso da calça (quem dera, hein). Mas dando uma breve olhada na lista de companias indie que Rob Zombie arrebanhou para o projeto logo se vê que não há nenhum mistério nisso. É simplesmente o preço que se paga por um pequeno detalhe chamado "controle criativo".



Enquanto isso, na Sala de Injustiça...

domingo, 2 de setembro de 2012

First-person badassery


E diga-se, uma intro muito bem-humorada e informativa essa de Borderlands 2, o novo game da Gearbox Software (Duke Nukem Forever). A estética é diferenciada, estilosa e embasbacante e as sequências de ação parecem insanas, chegando a lembrar o nonsense frenético da saudosa série Serious Sam.

Borderlands 2 será lançado dia 18 agora, nos EUA. Disponível pra PC, PS3 e Xbox 360.

sábado, 1 de setembro de 2012

Electric funeral


Um apagão geral anula todas as formas de tecnologia e cria um mundo pós-apocalíptico (mais um) dominado por violentas milícias e disputas feudais. A premissa de Revolution, a nova série da NBC, não é exatamente nova, mas costuma render possibilidades interessantes. Basta lembrar do bom thriller Efeito Dominó, com a Elisabeth Shue, e suas sequências arrepiantes de tensão humana. Ou, mais implicitamente, do denso A Estrada, com Viggo Mortensen. Isso sem contar no conceito em si, impensável para os dias atuais, tão dependentes tecnológicos que estamos.

Revolution estreia em 17 de setembro e vem trazendo credenciais de primeira. É criação de Eric Kripke, que manteve Sobrenatural em boas (des)graças enquanto foi o showrunner, a produção é da inseparável dupla Bryan Burk/J.J. Abrams (tomara que os malditos flares tenham sido apagados também) e o episódio piloto será comandado por Jon Favreau.

Apesar disso, acho que não será dessa vez que veremos a miséria humana nivelada em escala global. Pelo menos é a impressão que tive a partir desta prévia. Começa muito bem, intrigante, algo desesperador, mas logo emenda num elenco de protagonistas jovens & inquietos com sorrisos de comercial de pasta de dentes. Sim, lembrei a toda hora daquela bagaceira criada por Stephenie Meyer e isso é um péssimo sinal.

Mas verei em respeito aos envolvidos no comando do espetáculo e à boa intro revelada na prévia. E também em nome de uma certa sincronicidade. Afinal, segundo Fuga de Los Angeles será em 2013 que o bom e velho Snake Plissken puxará a tomada do mundo.


"Welcome to the human race..."

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Metal fértil


Piração cannábico-headbanger, reafirmação de estilo de vida e uma porradaria de primeira traduzidos em imagens. A música é do último (e acachapante) álbum do High on Fire, De Vermis Mysteriis. Por sinal, um disco conceitual que evoca Robert Bloch (escritor de Psicose) e os Mitos Cthulu de H.P. Lovecraft. O que prova que por baixo daquela fachada rude e embrutecida os caras também são uns filhos da puta sombrios bagarai.

Dica do Sandro "All Star Velho", que atravessa um dia mais hardcore que o normal.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Zumbi e ladrão


Produções inglesas geralmente se saem bem no terreno dos zumbis - vide os ótimos Todo Mundo Quase Morto e a série Dead Set. Cockneys vs Zombies já começou com o pé direito: o trailer é muito divertido e violento. Além do mais, qualquer filme com as presenças da megafabulosa Michelle Ryan e do hilário coroa motherfucker Alan Ford (o Brick Top, de Snatch - Porcos e Diamantes) já ganha a minha atenção.

Sinopse britânico-capixaba:

"Cockneys vs Zombies é a história de Andy (Harry Treadaway) e Terry (Rasmus Hardiker), dois irmãos que tentam resgatar seu avô (Alan Ford), internado em uma casa de repouso após roubar um banco. Ao mesmo tempo, um vírus varre a zona leste de Londres transformando todos os habitantes em zumbis comedores de carne fresca. Cercados por hordas de mortos-vivos, eles têm que salvar uma casa lotada de velhinhos durões, fugir com a grana do assalto e sair de Londres vivos!"

O filme estreia em 31 de agosto, lá. London calling...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Com grandes fracassos vêm grandes promoções


A série Homem-Aranha: Grandes Desafios já tinha mesmo um jeitinho pra matéria-prima de encalhe. O que eu não esperava era que rendesse uma aula sobre a lei de oferta e demanda durante umas aquisições básicas na banquinha da esquina.

O Amigão da Vizinhança está completando 50 anos neste mês de agosto. O site Universo Marvel 616 preparou uma excelente retrospectiva do herói no Brasil. Vale muito a pena.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cães velhos merecem o céu


Steven Gene Wold, vulgo Seasick Steve, aprendeu a tocar guitarra aos oito anos de idade. Quem ensinou foi o bluesman K.C. Douglas, que fazia um bico na oficina de seu avô. Aos 13 fugiu de casa - e dos maus-tratos que sofria do padrasto - e caiu na estrada. Pegou muita carona, viajou como clandestino em trens, conheceu o Mississippi, o Tennessee e Deus sabe mais onde. Viveu muitos anos como sem-teto, comeu muita poeira. Virou um hobo: migrava pelo interior atrás de emprego, trabalhando sazonalmente em fazendas. Depois sumia no mundo de novo, evaporando por longos períodos.

Emergiu nos anos 60, em meio à efervescência blueseira e psicodélica de São Francisco. Tocou com vários artistas da cena independente. Foi músico de rua em Paris. Em 2001, morando na Noruega, lançou seu 1º disco, como Seasick Steve & The Level Devils. Em 2006 veio o primeiro álbum solo.

You Can't Teach an Old Dog New Tricks já é seu quarto álbum e, pra mim, um dos melhores de 2011. Na bateria está o figuraça Dan Magnusson (parece roadie do ZZ Top, como o próprio Steve) e nas quatro cordas um ilustre senhor de nome John Paul Jones. É um discaço de country 'n' blues com os dois pés fincados na garagem - vide a cigar box guitar zoadaça construída por Steve - e recheado de slides insanos e boogies deliciosos. Ora melancólico, como na abertura "Treasures", ora rasgado e frenético como em "Days Gone", mas sempre carregado com um groove blueseiro irresistível. Sob medida para as melhores espeluncas de beira de estrada.

Na última faixa, "Levee Camp Blues (Write Me A Few Of Your Lines)", Steve deixa de lado os instrumentos e desfia um tostão da sua vida louca vida. Fantástico.


Steve tem estado em alta na Inglaterra desde sua aparição no programa do Jools Holland. Tem sido redescoberto na América também, inclusive com dois terços do Them Crooked Vultures lhe pagando tributo e servindo de banda de apoio. Merecido é pouco.

Amanhã é dia de Bane, o luchador envenenado


Peço um desconto pra Hera aí porque... convenhamos, a Uma Thurman está muito gostosa nessa roupitcha.