"Behold! I send you out as sheep amidst the wolves"
Nada mais propício que um 6/6/6 para falar sobre as maravilhas que só o capeta pode proporcionar. O assunto é vasto! Poderia brincar com aforismos sobre fim do mundo: guerras do "demônio" do leste contra o oeste que provocariam o Apocalipse, o nascimento do anticristo, enfim, um seis de junho de 2006 seria estímulo para abordar muita coisa que já foi feita com o tema, mas também tornaria tudo muito disperso. Então preferi dar uma olhada mais atenta na abordagem que mais me impressionou até hoje, a ponto de perceber que The World's Worst Issues não tem nada a ver com o décimo oitavo anjo.
Até gostaria de falar sobe A Profecia (se tivesse visto), mas, em se tratando do anjo caído e assuntos afins, fico logo com a caracterização que julgo mais perfeita e adequada àquilo que imagino que seria sua persona. Advogado do Diabo (Devil's Advocate, 1997) é daqueles filmes que ficam fácil no meu top ten. Considero-o perfeito em todas as suas possibilidades, inclusive (e talvez principalmente) nos defeitos. Irônico, pois o texto de hoje escolheu um filme que passa ao largo do terror, gênero onde o cramulhão é habituée, e refugia-se em uma mistura de suspense e, sei lá, drama? Os americanos têm uma categoria ótima para este caso: thriller. Designação apropriada para aquilo que é ao mesmo tempo terror, suspense, drama, ficção e, por outro lado, não é nada disto. É o tipo de filme que te estimula, excita, deixa apreensivo, enfim... it thrills you. Simples assim. Curioso como algo banal como a classificação de um filme torna-se complicada ou "desencaixada" quando tentamos enquadrá-lo em categorias cartesianas, racionalmente criadas, e torna-se a coisa mais simples do mundo quando o classificamos segundo um critério emocional, passional, de acordo com o que sentimos enquanto o assistimos.
O filme acerta até na escolha do título. As duas palavras da versão original conseguem, numa tacada só, ser a sinopse, o tema e a matriz do filme; além de, por mais óbvio que seja (e tudo sempre é óbvio depois que é feito), compor um trocadilho perfeito e espirituoso como poucos. Difícil alguém não ter visto, mas somos apresentados a Kevin Lomax, jovem advogado de uma cidade do interior que nunca perdeu um caso na vida, mesmo que não acredite na inocência das pessoas que defende. Seu desempenho chama a atenção de um dos maiores escritórios de advocacia de Nova Iorque que o convida a fazer parte de sua equipe. A possibilidades de independência financeira e realização profissional convencem o jovem advogado que, ao chegar à cidade grande, passa a conviver com o presidente do escritório, John Milton, um envolvente advogado que atua em todo o globo e cuja presença magnetiza o ambiente. Não sei se estaria sendo injusto com Scarface e outras obras que sempre surgem na memória quando falam no nome de Al Pacino, mas o que ele faz com John Milton é literalmente demoníaco. Já ouvi por aí que um bom ator destaca-se em suas falas, mas atores excepcionais destacam-se em seus silêncios. Se esta frase fosse um verbete de um dicionário qualquer, ao lado teria a foto de Pacino em Advogado do Diabo. De preferência na cena da igreja, onde, num olhar só, é capaz de passar desprezo, sarcasmo, orgulho, vaidade e a mais perfeita "filhadaputicidade" que já vi por aí. Costuma-se dizer que o demo possui pessoas, incorpora, coisa e tal. Se for verdade, Belzebu deve estar revoltado, pois Pacino o possuiu, incorporou e chamou de minha nega! E pensar que o próprio Al achou que não estaria à altura do papel. Graças a Deus Pacino foi o Capeta.
Sua encarnação do demônio é, paradoxalmente, das mais simples que já vi. Alguns discordariam. Diriam que é dos mais complexos, que a lógica pela qual funciona não é a do maniqueísmo barato que povoa 90% das obras do gênero, que flutua nos tons de cinza da existência ao invés de sentar-se confortavelmente no trono do lado negro, que aqui adquire tridimensionalidade ímpar, dificilmente percebida em outras obras. Concordo com tudo, mas vejo que esta complexidade só existe se tentarmos ver o filme com a mesma característica cartesiana que torna difícil classificá-lo segundo o gênero. John Milton não deve ser entendido. Há que ser absorvido. Tudo aquilo que acima seria usado para dar a dimensão de um personagem complexo, ouso tomar como argumentos para mostrá-lo como simples ao extremo. Ele não pensa no que faz, deixa que o rio tome seu curso, que as coisas aconteçam como têm que acontecer, por mais que pareça o inverso. Vive em meio ao povo, só anda de metrô e faz da verdade sua maior arma. Simples assim².
assistir. É um pervertido. Pense nisto. Ele dá ao homem instintos.
Ele lhes dá este dom extraordinário e então o que Ele faz?
Eu juro; pela Sua própria diversão, pela Sua própria e
íntima piada cósmica, Ele estabelece as regras em oposição!
É a maior sacanagem de todos os tempos! Olhe! Mas não toque. Toque,
mas não prove! Prove, mas não engula. Hahahaha… e enquanto
você fica pulando de um pé para o outro, o que Ele está
fazendo? Ele está gargalhando! Ele é um sádico! Um senhorio ausente! Venerar a isto? NUNCA!!
A genialidade do filme te impede de dizer até mesmo que o demônio é mau. Mesmo quando retrata o significado das mulheres para o capeta, a despeito dos exageros de proporções bíblicas dos relatos do Al Satanás, não é diferente das posturas machistas de outrora, mas que ainda hoje perduram aqui e ali, onde o homem fala o que a mulher espera ouvir para conseguir o que quer e apenas o que quer. Claro, o que Charlize Theron (em começo de carreira e já ótima) sofre deliberadamente é um absurdo, mas a pedra fundamental de seu sofrimento, seu marido, não faz nada que tenha sido obrigado e ainda ajuda a tacar umas pás de cal. E ele faz isto porque quer. Em nenhum momento Milton usa de artifícios sobrenaturais para fazer com que Kevin Lomax tome as decisões que toma. Vemos o caos crescendo inexorável e puramente devido aos defeitos daquele que fora feito à imagem do criador. O diabo chega ao cúmulo de ser "bonzinho", propõe o porto seguro para Lomax – insiste na proposta – e mesmo assim ele falha, a vaidade mete o pé na porta com tudo! Toma conta dos eventos. Impressiona.
Não temo estar revelando spoilers quando menciono o capeta, pois, por mais que o fato só venha a ser revelado lá pelo final, é o tipo de verdade daquelas que todos sabem, como inconsciente coletivo, antes mesmo de começar o filme. Nem acho tampouco que esta seja a grande questão da obra.
________________________Kevin Lomax, citando Paraíso Perdido, de John Milton, o autor
Lá no começo eu disse que o filme acerta até nos seus erros. Pois é... 15 entre 10 pessoas acham Keanu Reeves uma porta. Um boneco de Olinda tem mais presença dramática do que ele. O cara que fez Cigano Igor o usou como meta no seu "laboratório" para composição de personagem. Entretanto, não vejo outra pessoa para ser Kevin Lomax. A opção inicial era Brad Pitt, depois John Cusack e Edward Norton, mas estes são muito mais atores que Reeves. Entendo o seguinte, Lomax não poderia ser interpretado por alguém brilhante. Ele tinha que ser falho. Legitimamente falho. Aliás... ser falho e ser escada. E isso é com ele mesmo. Afinal, John Milton é um personagem cuja verborragia inebria, o tempo inteiro incendeia as sensações com suas interpretações do homem e do cotidiano. Poucas vezes um filme teve tantas frases de efeito. Não é nem uma questão apenas de quantidade, mas principalmente de significado. Tantas frases que dá vontade de decorar e falar por aí de vez em quando. E não são soltas, gratuitas, pois todas se encaixam: usam de elementos alegóricos como céu, inferno e diabo para passar a mensagem básica de que, se as coisas não dão certo, não há nenhuma questão sobrenatural a atribuir culpa senão à própria natureza humana. Perceba que neste post reforço bastante que o filme se faz presente muito mais pela naturalidade do que se sente do que pela frieza do que se pensa.
Por mais que tenha o demônio como seu protagonista, a projeção é idônea. Nada mais natural do que representar os princípios torcidos da justiça do que ver o emissário do inferno como um advogado. Afinal, o advogado observa a lei, não faz justiça. O discurso final é suficientemente bem articulado para ser aplicado tanto a favor de Deus quanto do Diabo. Ninguém pode chegar e dizer que aquilo passa ao largo da verdade. Aqueles que desmerecem religiões podem usá-lo para defender ainda mais seus pontos de vista, da mesma forma que os defensores da fé podem usá-lo exatamente para dar mais força ao que acreditam. No fundo, o que sobra é a responsabilidade de cada um com seu meio e o que fazem com o tal do livre-arbítrio. Os argumentos do personagem de Reeves na defesa de seus clientes eram factuais, mas nem por isto justos. E certamente muito mais tendenciosos que os do próprio Milton.
No, I only set the stage. You pull your own strings. Free will, it is a bitch!"
Há filmes que, com o tempo, passam a gozar de mais prestígio. Que na época de seu lançamento, sabe-se lá o porquê, tiveram recepção aquém do que era esperado. Advogado é um destes. Ainda hoje não vejo o senso comum o colocando no panteão daquelas obras inabaláveis. Seu diretor, Taylor Hackford, continua desconhecido – era uma versão cinematográfica de one hit band até fazer Ray, filme que vingou muito mais por Jamie Foxx e seu Oscar do que propriamente pela qualidade de roteiro. Claro, teve filmes interessantes no passado, mas nada que chame atenção. Há que se destacar aqui suas opções técnicas para ênfase de elementos necessários, ou metáforas e citações presentes o suficiente para serem notados sem tornarem-se pseudo-personagens. Hackford destaca-se, por exemplo, ao mostrar como a tentação leva o homem ao limite, quando Milton conversa com Lomax no beiral da "varanda"
Sempre quis escrever sobre Advogado do Diabo, mas não é velho o suficiente para abordar como algo bom de antigamente nem novo o bastante para contribuir na avaliação de um lançamento. Só que em 1997 não existiam blogs e, se não aproveitasse o 6/6/6, teria que esperar mais 1000 anos para outra deixa.










Como já cansamos de ver, o tempo de background do personagem pesou e tiveram que atualizar o passado de um cara por volta de seus trinta e poucos anos em 2005. A forma como o estilhaço veio parar no seu coração foi um pouco alterada, assim como o contexto em que se encontrou com Yinsen - o cientista japonês que o ajudou a fazer a primeira armadura. As conseqüências de suas invenções e a inequívoca condição de crescimento tecnológico americano intimamente vinculado ao suporte militar foram mais densamente definidas. Algumas outras questões morais, que até já foram inseridas em outros tempos, ganharam roupa nova pela imaginação de Ellis. Não sei se esta nova origem vai colar - fizeram isto com Homem Aranha e Superman, por exemplo, e não colou - mas não há como negar o talento de Warren Ellis ao pegar um roteiro batido e transformá-lo em algo eficiente. É, novamente, o "como" sobrepujando o "o quê". Costumo pensar que uma história em quadrinhos pode ser boa se não tiver desenhos bons, contanto que roteiro e diálogos compensem, sendo que não há estória boa se o desenho for bom, mas com roteiros fracos. Ellis abusa! Seus diálogos são afiadíssimos e, mesmo que o roteiro por vezes dê uma soluçada e nos apresente eventos que sabidamente não ocorreriam daquela forma se o objetivo não fosse redefinir o personagem.




Mas sempre fui do tipo "tenho que ouvir pra criticar". Tinha medo de ler Mein Kampf, do Hitler, por pré-julgamento do povo mindless, então lia escondido. Mas lia. Queria saber o que pensava um cara como Hitler, assim como queria saber o que Mandela e o Black Panther Party pensava. Informação sempre é útil, mesmo quando se tratava de uma álbum como Ten. Ouvi tudinho. Vi clipe na MTV. A tal da Jeremy tinha uma letra bem legal, mas não adianta, eu só ouvia a merda da Alive no rádio e na boca dos pseudo-fãs. Não ouvi ninguém falar nada do restante do disco. Mais tarde, Black tocou até doer. Mas não adianta, para quem estava ouvindo Jesus Christ Pose ou Suck You Dry não havia Why Go? que agradasse. Pelo menos, esse era meu ponto de vista.
O disco novo veio logo, uns dois anos depois. Vs era o nome e tinha uma foto de um bicho tirada com uma grande angular. Na primeira vez que vi não entendi direito e nunca iria pensar que era uma ovelha. Eu estava chapado de bebida numa festa, mas ainda lembro quando fulano veio me mostrar o CD. Era um dos primeiros cd's que eu via na vida. E confesso que fiquei curioso pra saber o que aqueles caras iriam fazer depois da mega exposição. Perdão pelo trocadilho, mas acho que no momento pensei "será que eles still alive?". Chapar nessa época era legal. Surpresa minha ao acordar na casa de meus pais no dia seguinte com uma puta dor de cabeça e o tal do disco no bolso da minha jaqueta. Eu nem tinha CD player e, mais ainda, nem sabia de quem era o disco, não lembrava do fulano que me mostrou. Se você, fulano, está lendo isso, eu te devolvo, ok? É só pedir educadamente.
Novamente, dois anos depois, uma nova e agradável surpresa. Vitalogy era o projeto gráfico mais ousado que eu já havia visto. O CD é um livro, o acabamento impecável e a música tendenciando para um pré-experimentalismo, o que ocasiona, obviamente, queda nas vendas. Poucos hits de rádio e o Pearl Jam já tinha declarado que odiava fazer videoclipe, o que iria baixar ainda mais as vendas do disco. MTV vende. E muito. Mas tava estampado no disco todo que os caras queriam mesmo é que se foda, queriam segmentar o público-alvo deles com gente que gostasse. Queriam esquecer o passado black e simplesmente tocar. Ainda assim, músicas como Nothingman ou Not For You tocaram em rádios consideradas de rock, antes da jabálização das mesmas. Para fãs, um disco espetacularmente diferente, com direito a sanfona em Bugs e experimentalismos diversos, o que os levou a No Code, um disco em que os integrantes realmente deixaram de lado opiniões totais e simplesmente tocaram. Novamente com projeto gráfico impecável, que trazia algumas imitações de polaroids com letras de músicas no verso e fotos representativas, o disco torceu o nariz até dos fãs mais ardorosos. Eu, particularmente, somente admirava mais e mais a coragem dos caras e, até hoje, me surpreendo um pouco. De Oceans para Sometimes em 5 anos não é um pulo, é uma queda livre a 350km por hora, principalmente no conceito dos fãs do primeiro disco. E eu queria mais, queria saber onde é que aqueles caras iriam parar.
Em 1998, a banda havia firmado o que queria musicalmente e fora do circuito de grandes divulgações. Ainda assim, sem mega produções, o PJ levava milhares de fãs a shows, e isso os irritava. Queriam shows menores, mas era impossível. A produtora via o potencial de renda dos shows mais ainda do que da vendagem de discos, o que ocasionava contratos milionários e, conseqüentemente, um preço extremamente alto para os fãs que, ainda assim, pagavam. E nova briga comprada pelo Pearl Jam, agora com as empresas que vendiam seus ingressos a preços exorbitantes. Briga esta vencida pela banda, que conseguiu baixar em cerca de 65% o valor cobrado. Neste ano também veio a conciliação com a MTV, através do petardo visual Do The Evolution lançando o disco novo Yield. Dirigido por Todd "Spawn" McFarlane e roteirizado pela banda, o clipe não só é revolucionário pela sua técnica como pelo seu conteúdo, até hoje, 8 anos depois, ainda atual. E o disco trouxe de volta um Pearl Jam não de raízes, mas de coesão musical e, principalmente, satisfeito consigo mesmo. E isso dava pra se sentir nas letras e músicas. Discão para qualquer fã de rock, se nada de experimental, somente grandes músicos tocando grandes músicas, o que fez com que o próximo álbum de estúdio, Binaural fosse recebido com grande expectativa pelos fãs, agora já segmentados e não apenas "Eddie Vedder wannabes". Não manteve a estrutura musical de seu antecessor, mas concluíu o caminho da banda no sentido de direcionamento. Músicas como Nothing As It Seems e Breakerfall foram lançadas nas rádios, sem muito alarde e, consequentemente, sem o sucesso esperado. Acredito que a gravadora sempre esperou um novo Even Flow, que não veio. De certa forma, isso é um grande alívio. Entre um disco e outro, a banda lançou um disco ao vivo muito bom chamado Live On Two Legs, uma compilação de grandes músicas, nem todas grandes sucessos, o que comprova mais uma vez a intenção real da banda, a divulgação do trabalho em si, não apenas de hits ou vendagens. Banda de caráter, isso sim.
2002. Sem nenhum tipo de divulgação encontro o disco Riot Act numa loja. O PJ é uma as poucas bandas em que faço questão de comprar o disco original, mesmo antes de conhecer o conteúdo. Pelo menos um bom projeto gráfico eu terei em mãos. E não era surpresa alguma ao ouvir o disco saber que o Pearl Jam continuava seu caminho em direção a evolução, com músicas impecáveis como Ghost e I Am Mine, com direito a imagem da banda na MTV em videoclipe gravado em estúdio depois de cerca de quase 10 anos, desde Rearviewmirror. Era um retorno, mas um retorno ao estilo da banda, do jeito deles. Mais uma vez o disco tinha algo que falta na maioria das bandas atuais: conceito. Foi o que permeou o próximo disco, Lost Dogs, que trazia apenas B-Sides e raridades da banda, disco fundamental pra qualquer fã que queira realmente conhecer o trabalho sério e digno da banda. Na verdade, você só conhece uma banda realmente depois de conhecer o outro lado dela, o lado significativo e não-vendável, o aspecto simbólico concreto da motivação deles. Um disco como este mostra o que você não vai ouvir em rádios provavelmente nunca, mas nem por isso, menos importante e sonoro. Em 2003 mais um disco ao vivo, agora com vendagem revertida para o Youth Care, com grandes sucessos e a pouco conhecida Crazy Mary, o que mostrava como a banda mantinha seu engajamento sócio-político e causas humanitárias em pauta.
Agora o PJ está com um disco novo, batizado com o nome da banda. Para uma banda que tem mais de 10 discos lançados, quase 70 discos duplos com gravações de shows (será que algum fã tem todos?) e participações em trilhas sonoras de filmes e causas humanitárias, até que demorou para lançarem um disco com esse título. Na verdade, o disco demonstra exatamente o que seu título quer dizer. O novo disco É o Pearl Jam. É a demonstração precisa de para onde a banda gostaria de ter ido, e conseguiu chegar. Músicas rápidas, diretas, som rasteiro e sem frescura. Num mundo globalizado, World Wide Suicide, que já começou a tocar nas rádios, devia virar hino. E não consigo enumerar as que mais gostei, porque o disco todo é recheado de riffs cortantes e letras concretas. Acho que banda boa é assim, surpreende a gente a cada disco. E eu, como fã real do Pearl Jam, estou novamente surpreendido pela dedicação aos fãs e por lutar pra fazer o que eles querem. Se todas as bandas fossem assim, talvez as coisas fossem um pouco diferentes por aqui. Atitude e iniciativa, é isso que o Pearl Jam representa para mim.


O filme é uma adaptação do conto Who Goes There?, de John W. Campbell Jr. (leia 












